McLaren admite que estratégia não impediria vitória de Hamilton em barcelona

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Lewis Hamilton voltou a mostrar porque é considerado um dos melhores pilotos da era moderna ao conquistar a vitória no Grande Prémio de Barcelona-Catalunha, mesmo sem depender do virtual safety car, de acordo com Andrea Stella, director da McLaren. Lando Norris, que arrancou da quarta posição, aproveitou o abandono tardio de Kimi Antonelli para regressar ao pódio, quebrando uma sequência de duas desistências consecutivas e somando pontos preciosos para a equipa de Woking.

No final dos 66 intensos giros ao Circuito de Barcelona-Catalunha, Hamilton cortou a meta com uma vantagem confortável, graças a uma estratégia de três paragens que se revelou imbatível. Norris terminou na terceira posição, a escassos 4,9 segundos de George Russell, enquanto o britânico da Mercedes ficou a cerca de 12 segundos do vencedor. O evento, a contar para o Campeonato do Mundo de Fórmula 1, trouxe ainda mais emoção à luta pelo título, com Hamilton a solidificar a sua posição entre os favoritos da temporada.

A performance da McLaren em Espanha foi particularmente animadora, já que Norris conseguiu manter-se na perseguição directa aos Mercedes de Russell e Antonelli durante grande parte da prova. A equipa optou por uma estratégia de duas paragens, semelhante à da Mercedes, tentando um undercut para ultrapassar os rivais. No entanto, a falta de ritmo puro acabou por ditar o insucesso da táctica, deixando a McLaren a reflectir se teria sido mais vantajoso adoptar uma abordagem de três paragens, à semelhança do que fez Hamilton.

Andrea Stella, director de equipa da McLaren, abordou as opções estratégicas no final da corrida, revelando aos jornalistas: “Em termos de estratégia, tentámos manter-nos o mais próximos possível da Mercedes para podermos tentar um undercut. De certa forma, conseguimos, mas não foi bem-sucedido. Deste ponto de vista, penso que fizemos tudo o que estava ao nosso alcance. Se há uma questão em retrospetiva, é se devíamos ter apostado numa estratégia de três paragens. Qual era a estratégia certa?”. Stella explicou ainda: “A certa altura, quando vimos que os pneus duros estavam a ter um bom desempenho no segundo turno, pensámos que a estratégia de duas paragens seria suficiente, pelo menos para tentar limitar o Hamilton. Mas, de facto, o Hamilton estava rápido — provavelmente o carro mais rápido em pista — e penso que teria vencido de qualquer forma. Definitivamente venceria com a estratégia de três paragens.”

Norris, visivelmente satisfeito com o regresso aos lugares cimeiros, admitiu: “Foi uma corrida exigente, mas a equipa esteve impecável nas paragens e na gestão dos pneus. Estivemos sempre na luta pelo pódio e estes pontos são importantes para a época.” Por seu lado, Hamilton sublinhou a importância da estratégia: “Conseguimos maximizar o potencial do carro e a decisão de parar três vezes foi fundamental. O virtual safety car ajudou, mas creio que teríamos ritmo para vencer de qualquer maneira.”

Este resultado reforça a posição da Mercedes no campeonato de construtores, enquanto a McLaren respira de alívio após um período complicado. A distância para a liderança encurta-se, com Norris a subir ao quarto lugar do Mundial de Pilotos e a equipa de Woking a consolidar o terceiro posto entre construtores. A rivalidade entre Mercedes e McLaren promete continuar acesa, especialmente com Antonelli a mostrar-se cada vez mais consistente e George Russell a manter-se como um adversário difícil de bater.

Com o Grande Prémio da Áustria no horizonte, as equipas preparam já novas actualizações e estratégias para o Red Bull Ring, um circuito onde a potência e a aerodinâmica são postas à prova. A Mercedes tentará capitalizar o momento, enquanto a McLaren terá de decidir se mantém a aposta em estratégias agressivas ou se opta por soluções mais conservadoras para contrariar o domínio de Hamilton. Certo é que, com o campeonato cada vez mais disputado, cada decisão táctica pode ser decisiva na luta pelo título mundial.

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