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F1 em budapeste: Cinco pontos chave para o GP da Hungria

Publicado a 23 de Julho de 2026, 01h06  ·  Atualizado a 23 de Julho de 2026, 11h32  ·  2 min de leitura

O Grande Prémio da Hungria promete ser decisivo na luta pelo título da temporada de Fórmula 1 de 2026, especialmente no confronto entre os pilotos da Mercedes, Kimi Antonelli e George Russell. Depois de 10 rondas disputadas, Antonelli lidera o campeonato com uma vantagem confortável, mas ainda há muito em jogo no circuito do Hungaroring.

Na 11.ª etapa do campeonato, que decorre no circuito de Hungaroring, em Budapeste, Kimi Antonelli mantém uma vantagem de 50 pontos sobre George Russell, seu companheiro de equipa na Mercedes, enquanto Lewis Hamilton está a 45 pontos do líder. Antonelli tem dominado o início da temporada, conquistando seis vitórias e partindo sempre da pole position nos últimos Grandes Prémios, consolidando a sua liderança. Russell, por sua vez, tem enfrentado altos e baixos, com vitórias e pódios, mas também com incidentes que atrasaram a sua recuperação na classificação.

Esta prova é também uma oportunidade para a Ferrari, que tem sido a principal adversária da Mercedes, apesar de estar a 73 pontos do topo. O circuito húngaro favorece as características do Ferrari SF-26, sobretudo devido às curvas lentas e médias, onde a potência do motor tem menos impacto. Charles Leclerc, piloto da Ferrari, pode ameaçar a supremacia da Mercedes na qualificação, pois tanto ele como Lewis Hamilton conquistaram recentemente as suas últimas poles em Budapeste nos anos anteriores. A Ferrari procura a sua primeira pole position da temporada para relançar a luta pelo campeonato.

Após duas provas exigentes em termos de gestão energética no circuito de Spa-Francorchamps e em Silverstone, o Hungaroring representa um regresso a um desafio mais convencional. O traçado húngaro é menos exigente para os sistemas de energia dos carros, permitindo um maior foco na performance do chassis, o que poderá beneficiar equipas como Ferrari e Red Bull. A expectativa é de uma corrida mais equilibrada, com menos limitações técnicas relacionadas com a nova geração de motores.

Um dos principais destaques deste fim de semana é a estreia de um chassis “B-spec” na Aston Martin, que procura recuperar terreno após um início de temporada difícil. A equipa britânica tem enfrentado problemas técnicos e de performance, ficando atrás de rivais como a Cadillac, mas o upgrade significativo deverá trazer melhorias importantes. O responsável da Aston Martin, Mike Krack, destacou que o mais importante é regressar à luta e começar a deixar para trás os problemas acumulados nos últimos meses.

Por fim, o Grande Prémio da Hungria marca o início oficioso da época de transferências para 2027, com várias incógnitas por resolver. Destacam-se especulações sobre o futuro de Max Verstappen na Red Bull e Fernando Alonso na Aston Martin, cujo contrato termina no final deste ano. Equipas como Haas, Alpine, Williams e Cadillac ainda têm alinhamentos por confirmar, pelo que o paddock estará atento a possíveis anúncios e movimentações durante o período de pausa que se seguirá após esta prova.

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Redação

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A revisão do desporto motorizado é assinada por Diogo Soure, jornalista com longo percurso em televisão e passagem pela SIC, onde foi um dos responsáveis pelo programa Volante. A responsabilidade editorial das restantes áreas é de Ricardo Marques Carvalho, jornalista de automóveis e membro português do júri do International Truck of the Year.

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