Fernando Alonso poderá decidir terminar a sua carreira na Fórmula 1 caso as próximas actualizações da Aston Martin não tragam uma melhoria significativa ao desempenho da equipa. De acordo com relatos da imprensa italiana, o piloto espanhol, de 44 anos, cuja ligação contratual termina no final da temporada, pondera abandonar o desporto caso não se verifique um progresso visível.
Até agora, Alonso, bicampeão mundial, tem vivido uma temporada difícil ao volante da Aston Martin. Com apenas um ponto conquistado nos primeiros dez Grandes Prémios, o seu desempenho tem sido condicionado por problemas de fiabilidade e falta de competitividade do AMR26. A equipa britânica prepara-se para introduzir melhorias já no Grande Prémio da Hungria, esperando que estas marquem o início de uma recuperação. Além disso, está prevista uma versão quase nova do chassis, designada AMR26B, para o Grande Prémio da Holanda, após a pausa de verão. Adrian Newey, designer de renome, e a Honda, fornecedora da unidade de potência, têm estado empenhados em resolver as dificuldades que afetam a equipa.
Segundo o jornal italiano Auto Racer, a decisão de Alonso sobre a renovação do contrato estará dependente do impacto real dessas actualizações na performance da Aston Martin durante o resto da temporada. No entanto, o piloto já tinha sugerido anteriormente que poderia assinar apenas por mais um ano, tendo afirmado que o Grande Prémio de Barcelona seria a sua última participação naquela cidade — que não consta no calendário para 2027, regressando apenas em 2028.
Entretanto, surgiram rumores sobre uma possível transferência para a Alpine, equipa que é gerida por Flavio Briatore, antigo director de equipa de Alonso nos seus títulos mundiais pela Renault em 2005 e 2006. Briatore terá manifestado interesse em ter Alonso para a última temporada da sua carreira, embora essa mudança dificilmente lhe proporcione os resultados de pódio e vitórias que ambiciona. Por outro lado, a Aston Martin mantém o objectivo de se tornar uma equipa vencedora do campeonato, contando com o apoio financeiro de Lawrence Stroll e a experiência técnica de Newey e Enrico Cardile.
Nas declarações prestadas à imprensa no Grande Prémio da Bélgica, Alonso minimizou a importância das actualizações para a sua decisão: “Nada, porque a minha decisão não depende do desempenho deste ano.” O piloto explicou que a temporada começou de forma difícil e que não pode basear a sua escolha numa performance que não é representativa do verdadeiro potencial da equipa. Além disso, expressou reservas quanto às características actuais dos carros e aos circuitos, referindo: “Conduzir estes carros em locais como Spa hoje ou Silverstone na última corrida não é o que sonho para o meu futuro. Veremos.”
Com o futuro de Alonso em aberto, o que está certo é que a Aston Martin encara as próximas corridas como decisivas para convencer o piloto a continuar, enquanto o bicampeão pondera o melhor caminho para o final da sua carreira no automobilismo.
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