Haas F1 aposta no desempenho e não na nacionalidade para 2027

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A Haas está a avaliar os candidatos para a sua dupla de pilotos em 2027, com o principal critério a ser o desempenho e não a nacionalidade, conforme reiterou o diretor da equipa, Ayao Komatsu. Esta clarificação surge no contexto da possível renovação do jovem Oliver Bearman, actualmente emprestado pela Ferrari, e da incerteza em torno do lugar de Esteban Ocon, que tem enfrentado dificuldades em acompanhar o ritmo do colega.

No Grande Prémio da Bélgica, Komatsu confirmou que a escolha dos pilotos para a próxima época dependerá exclusivamente da capacidade de maximizar resultados para a Haas. “A nossa consideração pura é: quem é o melhor piloto para a equipa?”, afirmou, sublinhando que ligações políticas ou nacionais não influenciarão a decisão. Esta filosofia aplica-se também à parceria técnica com a Toyota, que tem contribuído para o desenvolvimento do simulador interno e do programa de testes da Haas.

Entre os nomes em análise estão Leonardo Fornaroli, campeão em título da Fórmula 2 e piloto júnior da McLaren, e Rafael Camara, actual líder do campeonato de Fórmula 3 e piloto da academia da Ferrari. Ambos já tiveram oportunidade de efectuar testes com o Haas do ano passado, com Camara a preparar-se para ganhar mais tempo de pista ainda este verão. A equipa japonesa também tem dado experiência ao piloto Ryo Hirakawa, que irá participar na sessão de treinos livres 1 no próximo Grande Prémio da Hungria.

Komatsu destacou que a escolha de pilotos com base na nacionalidade poderia prejudicar todas as partes envolvidas. “Se colocarmos um piloto apenas pela nacionalidade, isso descredibiliza quem toma a decisão e o próprio piloto”, explicou, referindo-se ao compromisso assumido com Akio Toyoda, presidente da Toyota. O principal foco será sempre o desempenho, com outros factores como orçamento ou apoio nacional a serem considerados apenas em caso de igualdade de capacidades.

Quanto aos candidatos, Camara tem impressionado pela velocidade natural, apesar de ainda necessitar de algum polimento, e poderá tornar-se o segundo brasileiro na Fórmula 1, depois de Gabriel Bortoleto. A Ferrari vê uma possível integração do jovem brasileiro no próximo ano, embora esteja a ponderar a hipótese de o manter como piloto reserva para potenciar o seu desenvolvimento. Por outro lado, Fornaroli parece estar mais avançado na sua evolução e é visto como uma aposta mais segura a curto prazo. McLaren, que detém os direitos do piloto italiano, não se oporia a um eventual acordo com a Haas, embora pretenda manter algum controlo sobre o seu futuro.

O desfecho da decisão da Haas deverá aguardar o desenrolar do mercado de pilotos da Fórmula 1, que permanece em suspenso até à confirmação da continuidade de Max Verstappen na Red Bull. Esta indefinição condiciona a disponibilidade de outros pilotos experientes e possíveis opções inesperadas para a Haas. Assim, a equipa norte-americana mantém-se prudente e longe de pressas para anunciar o seu alinhamento para 2027.

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