Oscar Piastri critica excesso de sorte nos atuais regulamentos da fórmula 1

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Oscar Piastri não escondeu a frustração com o actual regulamento da Fórmula 1, sublinhando o papel determinante do acaso nas ultrapassagens, especialmente após o Grande Prémio da Grã-Bretanha. O piloto australiano destacou que o sprint evidenciou tanto os pontos fortes como as fragilidades das regras actuais, com as lutas em pista a dependerem excessivamente da gestão da energia e do momento certo para activar o chamado “boost button”.

No sprint do Grande Prémio da Grã-Bretanha, as ultrapassagens deram nas vistas sobretudo devido ao uso estratégico da energia, levando Piastri a afirmar que existe um “massivo elemento de sorte” quando se tenta ganhar posições. O piloto explicou: “É difícil, porque algumas das manobras continuam a ser realmente boas, mas outras nem por isso. Quando se está a lutar com quatro pessoas, especialmente nas primeiras voltas, há agora um enorme elemento de sorte, porque com o funcionamento do boost button, temos de decidir muito cedo quando o usar. Usei-o, consegui apanhar o George [Russell] na recta, mas fiquei demasiado perto da curva e tive de travar.” Piastri acrescentou: “Foi um desperdício de energia, e só usei o botão para manter o Charles [Leclerc] atrás, mas ele nem sequer usou, por isso no fim nem precisava de o ter feito — é basicamente um jogo de cara ou coroa. Todo o sistema de deploy à volta, às vezes funciona a nosso favor, outras vezes não. Este é um exemplo extremo, mas é frustrante estar no carro, tentar algo brilhante e depois ser ultrapassado logo a seguir.”

O piloto já tinha classificado o actual estado da gestão de energia na Fórmula 1 como “uma confusão”, especialmente depois de um incidente com Liam Lawson na volta inaugural do Grande Prémio. Piastri descreveu: “Fui apanhado entre dois carros a caminho da Curva Seis. Parti a asa dianteira e tive de ir às boxes.” Para o australiano, o arranque nestes circuitos é sempre caótico: “A primeira volta nestes circuitos é só carnificina. É quase como um arranque de multi-passagens. Tentei ultrapassar o Lindblad, parecia que tinha mais potência do que ele, depois o Lawson passou-me e parecia que tinha ainda mais potência do que eu. É só uma confusão. Tentamos gerir a velocidade em relação ao carro da frente, estar atentos ao carro de trás, mas para ser honesto, até me surpreende que isto não aconteça com mais frequência.”

Estas declarações surgem num momento em que o debate sobre o equilíbrio e justiça das regras técnicas da Fórmula 1 volta a ganhar destaque, depois do caos vivido nas primeiras voltas em Silverstone.

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