O anúncio da contratação de Scott Dixon, seis vezes campeão da IndyCar, por parte da McLaren para a sua nova formação de pilotos surpreendeu o mundo do automobilismo. Dixon, que deixará a Chip Ganassi Racing no final da época de 2026, encerra assim uma ligação histórica com a equipa que remonta a 2003, período durante o qual conquistou seis títulos, 58 vitórias e triunfou nas 500 Milhas de Indianápolis em 2008.
O piloto neozelandês prepara-se para abraçar um novo desafio, integrando a estrutura da McLaren – fundada pelo lendário compatriota Bruce McLaren – e trocando o icónico Honda com o número 9 da Ganassi por um McLaren com motor Chevrolet. No mesmo anúncio, a McLaren confirmou também o regresso do sueco Felix Rosenqvist, vencedor em título das 500 Milhas de Indianápolis, que volta à equipa depois de uma passagem pela Meyer Shank Racing. Rosenqvist, que ingressou inicialmente na McLaren em 2021, garantiu este ano uma das chegadas mais renhidas da história da Indy 500, derrotando David Malukas numa decisão ao milímetro.
Dixon e Rosenqvist assinaram contratos plurianuais e vão juntar-se ao mexicano Pato O'Ward, formando uma tripla de luxo para as ambições da McLaren na IndyCar. O plantel completa-se com a presença pontual de Ryan Hunter-Reay, vencedor da Indy 500 em 2014 e novo director desportivo, que alinhará numa participação única precisamente na mítica prova de Indianápolis. A renovação profunda do alinhamento implica a saída de Nolan Siegel e Christian Lundgaard, que assim deixam a equipa.
No rescaldo do anúncio, Scott Dixon manifestou o seu entusiasmo pelo novo capítulo na carreira: “Juntar-me à Arrow McLaren em 2027 é um passo empolgante. Foi uma grande decisão para mim e para a minha família, e estou ansioso por contribuir para o que a equipa, o Zak e o Tony estão a construir lá”, afirmou o piloto. “Sendo neozelandês, fazer parte do legado do Bruce McLaren será especial; o seu espírito e tenacidade ainda estão muito presentes na equipa, e estou entusiasmado por continuar esse legado.”
Zak Brown, CEO da McLaren, sublinhou o impacto positivo do quarteto de pilotos na estratégia da equipa: “A nossa equipa de IndyCar tem demonstrado um dinamismo fantástico, e este alinhamento com o Pato, o Scott, o Felix e o Ryan vai fortalecer todos os aspectos do nosso programa”, destacou. “Temos os olhos postos firmemente no campeonato, assim como na conquista das 500 Milhas de Indianápolis, para alcançar a Triple Crown na era Papaya. Estes quatro pilotos trazem uma enorme experiência e uma química notável, que certamente terão um impacto positivo em toda a nossa estrutura. As contribuições do Christian e do Nolan ajudaram a moldar o progresso que hoje estamos a consolidar, e agradeço a energia e empenho que trouxeram desde que chegaram.”
Com esta reestruturação, a McLaren aposta forte numa combinação experiente e vencedora para atacar os principais objectivos da IndyCar, enquanto se despede de dois jovens talentos que ajudaram a equipa a crescer nos últimos anos.
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