McLaren revela motivo do atraso na introdução do motor Mercedes melhorado

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A ausência da mais recente evolução do motor Mercedes continua a marcar a temporada da McLaren, que se vê obrigada a correr em desvantagem face aos seus rivais directos. Apesar do notório progresso exibido em pista, a formação de Woking permanece alguns décimos atrás da Mercedes nas últimas provas, estando ainda privada do motor mais potente atualmente disponível na grelha.

No rescaldo do mais recente Grande Prémio, a McLaren terminou fora do pódio, enquanto a Mercedes voltou a demonstrar um ritmo superior, tanto na qualificação como ao longo da corrida. O tempo de volta rápida da Mercedes evidenciou uma diferença de quase meio segundo face ao melhor registo da McLaren. Com esta desvantagem, a equipa britânica mantém-se no quarto lugar do Campeonato de Construtores, tendo acumulado pontos importantes, mas sem conseguir acompanhar de perto a luta pelos lugares cimeiros. No Campeonato de Pilotos, Lando Norris e Oscar Piastri continuam a somar, mas têm sido ultrapassados pelos rivais diretos das equipas equipadas com as versões mais recentes da unidade motriz alemã.

A questão do motor tornou-se, assim, central para as aspirações da McLaren em 2024. A Mercedes introduziu recentemente uma especificação melhorada do seu motor, já utilizada tanto pela equipa de fábrica como pelos clientes Williams e Aston Martin. A McLaren, porém, está ainda a utilizar a versão anterior, por força da gestão do ciclo de vida dos motores e das restrições impostas pelo regulamento. Com o limite de componentes por temporada a pairar, a equipa optou por maximizar a quilometragem dos motores antigos antes de introduzir a atualização, de forma a evitar penalizações estratégicas que possam comprometer resultados futuros.

Zak Brown, CEO da McLaren, explicou após o fim de semana do Grande Prémio as razões desta “espera forçada”: “Temos de fazer a rotação dos nossos motores e ainda temos vida útil nos actuais, por isso precisamos de aguardar até fazermos uma troca,” detalhou o dirigente. “A Williams recebeu o motor novo porque teve problemas e precisou de trocar. Não recordo exactamente o cenário, mas penso que já têm dois deles. No nosso caso, é apenas uma questão de calendário.” Brown mostrou-se, ainda assim, confiante de que esta atualização será determinante para relançar a luta pelos lugares da frente: “Precisamos de ter o motor Mercedes atual. Somos os únicos sem o novo motor, mas iremos recebê-lo em breve. Se conseguirmos encontrar mais alguns décimos aqui e ali, espero que possamos dar luta ao Fred [Vasseur] e companhia.”

Questionado sobre as expectativas para o resto da temporada, Brown não escondeu o otimismo cauteloso, sublinhando o equilíbrio crescente do pelotão: “Não pensei em comparar esta época a nenhuma outra, mas estamos a um terço do caminho e vimos nos últimos anos como o campeonato pode mudar rapidamente. Penso que tanto o Mundial de Construtores como o de Pilotos continuam em aberto. Ainda temos muito trabalho pela frente, mas parece-me que as quatro equipas da frente vão todas vencer corridas este ano, o que vai apertar ainda mais o pelotão.”

A chegada do novo motor para a McLaren está prevista para as próximas provas, possivelmente já antes do Grande Prémio da Grã-Bretanha em Silverstone, onde a equipa espera dar um salto competitivo. Com a luta pelo pódio cada vez mais renhida e os pontos a tornarem-se decisivos para as contas finais do campeonato, cada atualização ganha um peso acrescido. Uma vez equipada com o novo motor Mercedes, a McLaren poderá reduzir a diferença para Mercedes, Ferrari e Red Bull, relançando as suas ambições de vitórias e, quem sabe, mantendo-se na luta pelo título até ao final da temporada. O próximo capítulo desta disputa escreve-se já dentro de semanas, num calendário que promete emoção até à última bandeira de xadrez.

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