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Porque é que a BMW eliminou uma das características mais icónicas do X5?

Publicado a 5 de Julho de 2026, 11h00  ·  Atualizado a 7 de Setembro de 2026, 13h41  ·  2 min de leitura

A apresentação da nova geração do BMW X5 trouxe várias novidades, desde novas motorizações a gasolina, híbridas plug-in e elétricas. No entanto, houve um detalhe que rapidamente chamou a atenção dos fãs da marca: o desaparecimento da tradicional porta traseira bipartida.

Presente desde o lançamento do primeiro X5, em 1999, esta solução tornou-se uma das imagens de marca do SUV alemão e sobreviveu ao longo de quatro gerações, mesmo quando outros modelos concorrentes, como o Toyota Land Cruiser, abandonaram este tipo de abertura há vários anos. Agora, com a chegada da quinta geração, a BMW decidiu seguir um caminho diferente.

A explicação da BMW

Durante a apresentação internacional do novo X5, realizada em Spartanburg, nos Estados Unidos, Philip Koehn explicou os motivos que levaram a marca a eliminar esta solução. Segundo o responsável, o principal argumento está relacionado com a facilidade de utilização no dia a dia. De acordo com Koehn, muitos utilizadores tinham dificuldade em alcançar a bagageira quando a secção inferior da porta estava aberta, sobretudo durante as operações de carga e descarga. A BMW considera que uma porta traseira convencional oferece um acesso mais prático e confortável para a maioria dos clientes.

Design também pesou na decisão

Além da questão funcional, a marca refere que o novo X5 apresenta uma silhueta mais dinâmica, com uma linha de tejadilho mais inclinada. Essa alteração obrigou a redesenhar toda a traseira do SUV, reduzindo a altura da porta da bagageira, mas aumentando simultaneamente a largura da abertura. Segundo a BMW, esta solução permite melhorar a acessibilidade sem comprometer o espaço disponível.

Nem todos os clientes concordam

Apesar da explicação oficial, a decisão está longe de reunir consenso entre os entusiastas da marca. Nas redes sociais, vários proprietários e antigos utilizadores do X5 manifestaram desagrado com o desaparecimento da porta traseira bipartida, considerando-a uma das características mais práticas e distintivas do modelo. Muitos destacam a facilidade com que permitia carregar objetos pesados ou utilizá-la como banco improvisado durante atividades ao ar livre. A BMW não revelou dados concretos que sustentem o alegado feedback dos clientes referido por Philip Koehn, o que tem alimentado ainda mais a discussão entre os fãs do modelo.

Chega no final de 2026

A nova geração do BMW X5 deverá começar a chegar aos concessionários no final de 2026, estando prevista uma gama composta por versões a gasolina, híbridas plug-in e totalmente elétricas.

A grande novidade, no entanto, será precisamente uma ausência: pela primeira vez em mais de duas décadas, o X5 deixa para trás a emblemática porta traseira bipartida que o acompanhava desde o seu lançamento.

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Ricardo Carvalho

AutoGear  ·  483 artigos

Jornalista de automóveis, especializado em testes. É diretor da revista Comerciais & Pesados e o membro português do júri do International Truck of the Year. Editor dos sites da Revista Carros e Motores e da Revista Motos, e colaborador permanente do Jornal das Oficinas e da Revista dos Pneus, publicações de referência no pós-venda automóvel. Formado pela Universidade Autónoma de Lisboa. No AutoGear escreve sobre mercado, novidades e mobilidade elétrica.

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