Williams aposta em carro totalmente novo para o Grande Prémio do Azerbaijão

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A Williams prepara uma verdadeira revolução técnica para o Grande Prémio do Azerbaijão, prometendo apresentar um monolugar praticamente novo em Baku, numa tentativa desesperada de inverter o rumo da temporada de 2024 na Fórmula 1. A equipa britânica, que se encontra actualmente na oitava posição do Mundial de Construtores com apenas 11 pontos, sente cada vez mais a pressão dos adversários e das suas próprias limitações técnicas, agravadas por um chassis FW48 tardio e com excesso de peso.

No rescaldo do Grande Prémio da Áustria, onde Alexander Albon terminou num modesto 17.º lugar, com duas voltas de atraso, e Carlos Sainz foi forçado a abandonar por avaria no motor, a frustração tomou conta do ambiente em Grove. A ausência de evoluções significativas, aliada ao calor intenso nas últimas provas, expôs ainda mais as insuficiências da Williams, incapaz de acompanhar as melhorias introduzidas pelas equipas rivais. O resultado é uma formação que apenas supera Audi, Aston Martin e Cadillac no Campeonato, mas que continua a perder terreno para Alpine, Racing Bulls e Haas.

James Vowles, director de equipa da Williams, foi peremptório ao revelar à Sky Germany os planos de desenvolvimento: “Penso que essa é uma das grandes razões para termos caído um pouco em relação aos nossos adversários”, explicou, referindo-se à ausência de melhorias técnicas na Áustria. “Temos uma actualização de dimensão média preparada para Silverstone, já no próximo fim-de-semana. Depois, pequenas peças para Spa e Budapeste. Em Zandvoort, surgem elementos um pouco mais relevantes, incluindo redução de peso. E, finalmente, para nós, será quase um carro novo em Baku. É esse o período de tempo pelo qual estamos à espera.”

Esta estratégia de evolução faseada visa não só reduzir o peso do FW48, considerado um dos principais handicaps do monolugar, mas também introduzir soluções aerodinâmicas e mecânicas que permitam à Williams lutar de igual para igual com o pelotão do meio. No entanto, o impacto imediato das próximas actualizações será moderado, como reconheceu Alexander Albon após a prova austríaca: “Não nos vai colocar no meio do pelotão, mas talvez nos aproxime mais da Haas”, admitiu o piloto tailandês. “Acho que este ano faz sentido dar um primeiro passo e ficarmos um pouco mais próximos dos carros do meio da tabela. Hoje fomos dobrados pelos Racing Bulls, portanto… ainda estamos bastante longe.”

A aposta para Baku surge como a última cartada de uma equipa que, ao focar grande parte dos seus recursos no novo regulamento de 2026, comprometeu o desenvolvimento do carro actual. A espera por uma actualização significativa até ao Azerbaijão, dentro de seis corridas, implica que a Williams terá de resistir à pressão de adversários directos, numa altura em que as evoluções técnicas dos rivais ameaçam colocar a equipa de Grove no fundo da tabela.

Para além das expectativas depositadas no novo pacote técnico, a Williams observa atentamente os movimentos das outras equipas. A Aston Martin, por exemplo, prepara também uma grande actualização para o Grande Prémio da Hungria, optando por adiar pequenas evoluções em prol de um avanço mais substancial. Este contexto torna ainda mais decisiva a eficácia do plano da Williams, já que a luta pelo oitavo lugar no Mundial de Construtores está longe de estar decidida.

Com Silverstone à porta, segue-se uma série de provas europeias – Bélgica, Hungria e Países Baixos – nas quais a Williams espera, pelo menos, manter-se na luta e conquistar pontos preciosos. O verdadeiro teste, porém, será em Baku, onde um monolugar renovado poderá redefinir não só as ambições da equipa para o resto da temporada, mas também o moral de pilotos e técnicos, cada vez mais ansiosos por resultados à altura do histórico da formação britânica. A próxima prova em Silverstone será crucial para perceber se as primeiras melhorias conseguem, de facto, encurtar distâncias e dar sinais de retoma competitiva. Até lá, todas as atenções estão voltadas para o trabalho intenso nas oficinas de Grove, onde se joga grande parte do futuro imediato da Williams na Fórmula 1.

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