Esteban Ocon rejeita rumores sobre saída da Haas e garante foco na equipa

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Esteban Ocon voltou a ser o centro das atenções após mais uma prestação discreta ao serviço da Haas, alimentando a vaga de rumores sobre o seu futuro na Fórmula 1. Com apenas 3 pontos conquistados até agora face aos 18 do seu colega de equipa, Oliver Bearman, o piloto francês vê-se numa posição delicada, sobretudo numa fase crucial do campeonato, em que a especulação sobre possíveis substitutos não pára de crescer.

No rescaldo do Grande Prémio da Áustria, Ocon voltou a ficar atrás de Bearman, não só em termos de pontos, mas também no confronto direto de qualificação, onde o britânico leva já uma vantagem de 8-3. Estes números tornam-se ainda mais significativos tendo em conta que Ocon termina contrato com a Haas no final desta temporada e tem enfrentado dificuldades para acompanhar o ritmo do jovem colega, o que aumenta a pressão tanto interna como externa. O nome de Rafael Câmara, piloto júnior da Ferrari a competir atualmente na Fórmula 2 pela Invicta Racing, começou a ser apontado como possível substituto, especialmente após conquistar a sua primeira vitória em F2 em Barcelona, estando agora em terceiro lugar no campeonato, a 22 pontos do líder, Gabriele Minì.

A especulação em torno do lugar de Ocon intensificou-se após um episódio mediático, no qual um jornalista brasileiro alegadamente terá deturpado uma situação interna da Haas, sugerindo desentendimentos entre Ocon e o chefe de equipa, Ayao Komatsu. No entanto, Komatsu rejeitou categoricamente qualquer problema: “Sinceramente, não sei de onde veio essa história, não faço ideia. Esse jornalista brasileiro foi citado, mas não há qualquer fundamento, é um completo disparate”, afirmou o responsável da Haas, afastando qualquer cenário de rutura antecipada com o francês.

Apesar destas negações, o antigo piloto de F1 e atual comentador Karun Chandhok reforçou a incerteza em redor do futuro de Ocon, sugerindo mesmo que a Haas devesse apostar em Rafael Câmara em vez de outros nomes já falados, como Yuki Tsunoda. “Ele está agora a perder por 8-3 nas qualificações em todas as situações comparáveis. Não é um bom registo. Mesmo este fim de semana, ficou muito atrás na corrida. Eu apostaria em Câmara se fosse para mudar. Bearman já tem alguma experiência e, para o ano, entraria na terceira temporada. Se o Ollie for promovido, têm o Câmara pronto para assumir o lugar”, defendeu Chandhok durante o F1 Show da Sky Sports.

Ocon, por seu lado, mostrou-se sereno perante a pressão e garantiu que dentro da equipa todos percebem as razões do seu desempenho menos conseguido. Em declarações aos jornalistas em Spielberg, o francês foi perentório: “Não sei [sobre o próximo ano]. Estamos na sétima, oitava corrida, preciso de me concentrar no trabalho. Enquanto piloto, a performance em pista é o que tenho de garantir. O resto vem por acréscimo. Temos problemas maiores com o carro neste momento do que isso, e é nisso que temos de trabalhar primeiro. Se conseguirmos resolver as questões do carro e extrair mais performance, tudo se tornará mais fácil, obviamente. Sinto-me confiante em relação a tudo. Haverá sempre conversas quando se olha apenas para a superfície, mas quando se aprofunda e se percebe porque não tenho muitos pontos este ano, tudo fica mais claro. As verdadeiras razões, nós sabemos internamente, a equipa e as pessoas próximas, e isso é o mais importante. Sabemos que estamos a fazer o trabalho certo, agora só falta colher frutos”, sublinhou Ocon, reafirmando a confiança no processo da Haas.

Com o calendário a encaminhar-se para a segunda metade da temporada, a pressão sobre Ocon aumenta, até porque a próxima prova, o Grande Prémio de Silverstone, é tradicionalmente um palco exigente e com forte visibilidade mediática. A luta pela permanência na Fórmula 1 está ao rubro, e cada resultado poderá ser determinante não só para o futuro do francês, mas também para os planos da Haas em relação a 2025. Com Bearman a mostrar consistência e Câmara a afirmar-se como opção viável para o lugar, Ocon terá de responder em pista se quiser garantir o seu lugar na grelha da próxima época. A indecisão mantém-se, a competitividade interna da Haas intensifica-se e o mercado de pilotos promete continuar ao rubro nas próximas semanas.

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