Andrea Stella alerta Mercedes: Red Bull e McLaren aceleram a corrida às melhorias

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George Russell selou mais uma vitória para a Mercedes no Grande Prémio da Áustria de 2026, mas a margem para Max Verstappen foi reduzida a apenas 1,6 segundos, numa prova em que as novidades técnicas da Red Bull quase deitaram por terra a supremacia da equipa alemã. Após oito corridas, a Mercedes mantém uma liderança confortável de 98 pontos no Campeonato de Construtores, com Russell e Kimi Antonelli a conquistarem sete triunfos. Contudo, o ritmo demonstrado pela Red Bull em Spielberg deixou claro que a guerra pelo desenvolvimento está longe de estar decidida.

No top cinco da prova austríaca, Russell cortou a meta em primeiro lugar, seguido por Verstappen (Red Bull), Charles Leclerc (Ferrari), Oscar Piastri (McLaren) e Carlos Sainz (Ferrari). A volta mais rápida foi estabelecida por Verstappen, com um tempo de 1:06.982, demonstrando o potencial do novo pacote aerodinâmico da Red Bull. Apesar do quarto lugar, Oscar Piastri conseguiu importantes pontos para a McLaren, enquanto Lando Norris terminou em sétimo, numa corrida onde a equipa britânica voltou a evidenciar dificuldades para acompanhar o ritmo dos líderes.

Este resultado reforça a liderança da Mercedes, mas a aproximação da Red Bull reanima as expectativas para a segunda metade do campeonato. Com 143 pontos a separar a Mercedes da McLaren no Mundial de Construtores, e sem qualquer vitória dos pilotos da Papaya em 2026, a pressão sobre as equipas de topo aumenta. As actualizações técnicas começam agora a ser determinantes para o desfecho do campeonato, como reconhece Andrea Stella, chefe de equipa da McLaren, que alerta para a necessidade de manter o ritmo de desenvolvimento.

Em declarações no final da corrida, Andrea Stella deixou um aviso direto à Mercedes: “A Mercedes começou a temporada com uma vantagem de chassis bastante decente, mas têm continuado a desenvolver o carro. Introduziram uma evolução significativa no Canadá. Se tivessem corrido aqui com o carro na especificação de Melbourne, provavelmente não teriam vencido hoje e poderíamos ter tido outro vencedor.” O responsável italiano sublinhou ainda que “mesmo para a Mercedes, isto é uma corrida de desenvolvimento. Se olharmos para os formulários de submissão, a Mercedes traz pequenas evoluções quase todas as corridas, tal como a maioria das outras equipas. Isto é uma batalha de desenvolvimento para todos.”

Acerca da prestação de Verstappen em Spielberg, Stella foi perentório: “A Mercedes começou com uma vantagem de alguns décimos de segundo, mas se não continuarem a introduzir evoluções substanciais, não me surpreenderia se outra equipa se tornasse o carro mais rápido na segunda metade da temporada. Já vimos um vislumbre disso hoje com o Verstappen.” O chefe da McLaren acrescentou, sobre a Red Bull, que “não vimos totalmente o potencial dele ontem devido ao acidente na qualificação, mas mesmo assim mostrou-se muito forte, sobretudo no segundo setor. O mesmo princípio aplica-se a todos. O ponto importante é saber o quão à frente a Mercedes estará no final da época.”

Stella aponta ainda para a motivação interna da McLaren: “Queremos ser a equipa, e queremos ser os pilotos, que desafiam a Mercedes e os pilotos da Mercedes no campeonato. Ainda falta muito até ao fim da época e a missão da McLaren é muito clara: queremos ser essa equipa.”

Olhando para o desempenho da McLaren, Stella foi honesto na análise: “Acho que a avaliação dos pilotos está absolutamente certa. É aqui que estamos neste momento.” Explicou ainda que “ao contrário do ano passado, quando a competitividade variava significativamente de circuito para circuito devido à sensibilidade dos carros a afinações, este ano o padrão tem sido mais consistente. O que pode alterar esse padrão são as evoluções que as equipas introduzem. Não me surpreende que a Red Bull tenha entrado agora na luta pelas vitórias. Se olharmos para a quantidade de desenvolvimento que trouxeram à Áustria, não é de admirar que tenham ganho alguns décimos de segundo. Sabemos que, do nosso lado, estamos provavelmente a perder três ou quatro décimos. Vemos isso na qualificação e voltamos a ver na corrida, e tende a repetir-se em diferentes pistas. É uma situação muito consistente e sabemos exatamente o que temos de fazer: temos de evoluir o MCL40.”

A próxima ronda será o icónico Grande Prémio da Grã-Bretanha, em Silverstone, onde as equipas esperam trazer novos desenvolvimentos e onde a luta pelo título pode aquecer ainda mais. A Mercedes parte para a prova com vantagem, mas a Red Bull e a Ferrari mostram-se cada vez mais ameaçadoras. Para a McLaren, o desafio passa por reduzir o défice para os líderes e regressar às vitórias, sabendo que cada décimo conquistado nas boxes pode ser decisivo na pista e na tabela do campeonato.

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