McLaren troca ducto dos travões após fissura no carro de Lando Norris

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Um problema inesperado com o sistema de travagem quase comprometeu a qualificação de Lando Norris para o Grande Prémio, obrigando a McLaren a uma intervenção relâmpago nos minutos decisivos da sessão. O piloto britânico acabou por conseguir garantir o sexto lugar da grelha, logo à frente do colega de equipa Oscar Piastri, mas o episódio deixou os adeptos e responsáveis da formação de Woking em sobressalto.

A qualificação decorreu no circuito que acolhe a próxima ronda do Campeonato do Mundo de Fórmula 1, com a McLaren a aspirar lutar, pela primeira vez este ano, pela pole position. No entanto, tanto Norris como Piastri não conseguiram acompanhar o ritmo dos adversários directos, ficando a mais de meio segundo do tempo mais rápido estabelecido por Max Verstappen, da Red Bull, que garantiu a pole com 1:26.345. Norris ficou a 0,531 segundos do neerlandês, enquanto Piastri registou uma diferença de 0,603 segundos, assegurando o sétimo posto.

O momento crítico para a McLaren surgiu ainda durante a Q1, quando foi detectada uma fissura no conduto de travão do carro de Norris. Andrea Stella, director de equipa, explicou no final da sessão: “No conduto de travão, parecia inicialmente uma fissura que conseguiríamos reparar com cola. Tentámos essa solução, mas quando o carro saiu para a segunda tentativa na Q1, percebemos que a fissura estava a propagar-se apesar da cola”. Perante a ineficácia da reparação inicial, os mecânicos foram obrigados a substituir rapidamente a peça danificada. “Decidimos então trocá-la. Sabíamos que levava 10 minutos, por isso quisemos garantir que terminávamos a volta a tempo de instalar o novo componente”, detalhou Stella, sublinhando a pressão sentida na garagem.

Apesar do contratempo, Norris conseguiu voltar à pista e completar a qualificação sem mais sobressaltos, mas a McLaren ficou sem hipóteses de lutar pelos lugares da frente. Ainda assim, Stella rejeita a ideia de que o estilo de condução do britânico tenha sido responsável pelo problema. “Procurámos perceber se isto resultava de uma utilização específica das zebras, mas não encontrámos qualquer anomalia nesse sentido”, assegurou o responsável. “Achamos que o dano pode até ter ocorrido nos treinos e propagou-se durante a qualificação. Não há qualquer problema no carro do Oscar, nem ontem tivemos qualquer indicação de anomalia. Por isso, não sentimos necessidade de restringir a trajectória, tínhamos de ir o mais rápido possível”, frisou.

Este episódio reforça a importância da fiabilidade técnica num campeonato onde cada décimo de segundo pode ser decisivo. O sexto lugar de Norris e o sétimo de Piastri mantêm a McLaren numa posição sólida na luta pelo terceiro lugar no Mundial de Construtores, mas evidenciam também a necessidade de evoluir em termos de performance pura e de garantir que pequenos detalhes mecânicos não comprometam as aspirações da equipa.

O foco da formação de Woking volta-se agora para a próxima prova, onde espera conseguir converter o ritmo demonstrado em treinos livres e qualificação em resultados mais expressivos na corrida. Com os rivais da Ferrari e Mercedes cada vez mais próximos, qualquer ponto pode ser determinante para o desfecho final do campeonato. A equipa continua a trabalhar para garantir que incidentes como o vivido por Norris não se repitam, apostando na fiabilidade e na rapidez das suas operações de pista. A luta pelo pódio e por vitórias continua em aberto, com a McLaren determinada a consolidar o seu regresso à ribalta da Fórmula 1.

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