A BMW esteve a poucos segundos de conquistar uma histórica vitória nas 24 Horas de Le Mans, mas acabou por ver a Toyota cortar a meta em primeiro lugar, deixando a marca bávara a sentir o amargo sabor de uma derrota por apenas 10,9 segundos. O trio Robin Frijns, Sheldon van der Linde e René Rast, ao volante do BMW M Hybrid V8 número 20, liderou várias fases da prova e lutou até ao fim pela vitória, mas não conseguiu evitar que o Toyota GR010 Hybrid número 7, pilotado por Kamui Kobayashi, Mike Conway e Nyck de Vries, levasse a melhor na 94.ª edição do clássico de La Sarthe.
O desfecho da corrida foi decidido nas últimas horas de uma prova marcada por intensa competitividade e inúmeras mudanças de liderança. O BMW M Hybrid V8, carro de fábrica da marca alemã, cruzou a linha de meta no segundo lugar, a escassos 10,9 segundos do Toyota vencedor, após 24 horas de luta constante. A Toyota garantiu assim mais uma vitória em Le Mans, enquanto a Ferrari, com o seu 499P número 51, fechou o pódio a mais de um minuto dos dois primeiros classificados. O evento decorreu no icónico Circuito de la Sarthe e pontuou para o Campeonato do Mundo de Resistência da FIA (WEC), reforçando o estatuto da prova como a mais prestigiada do endurance mundial.
Este resultado tem peso significativo no contexto do campeonato, uma vez que a BMW esteve muito perto de alcançar um triunfo histórico na clássica francesa, algo que escapa à marca desde os anos 90. A curta diferença para a Toyota sublinha a evolução do projeto da BMW no WEC, colocando pressão acrescida sobre os rivais japoneses. Do lado da Toyota, a vitória reforça a sua posição como referência do endurance, mas a perseguição feroz da BMW mostra que o domínio nipónico está longe de ser garantido para o resto da temporada. Em termos de pontos para o campeonato, a luta pelo título de construtores e pilotos continua aberta, com a BMW a ganhar terreno face a outras marcas como a Ferrari e a Porsche, que não conseguiram acompanhar o ritmo dos dois primeiros classificados nesta edição.
Após a chegada, os pilotos da BMW expressaram de forma clara a sua frustração e tristeza pelo desfecho. Robin Frijns, logo após sair do carro, afirmou: “É muito doloroso, estivemos na frente várias vezes, estivemos tão perto… dói mesmo perder desta maneira.” Sheldon van der Linde acrescentou: “Fizemos tudo o que podíamos, a equipa esteve impecável, o carro respondeu bem, mas o Toyota foi demasiado forte no fim. Custa muito, mas saímos daqui de cabeça erguida.” Também René Rast partilhou o seu desalento: “Trabalhámos imenso para este momento, liderámos partes decisivas da corrida, mas faltou-nos aquele pequeno extra. Parabéns à Toyota, mas isto vai doer durante algum tempo.” Do lado da Toyota, Kamui Kobayashi reconheceu a dureza da luta: “Foi uma corrida muito difícil, a BMW esteve fortíssima, tivemos de dar tudo até ao último stint. Esta vitória sabe ainda melhor por isso mesmo.”
Olhando para o futuro, a BMW sai de Le Mans com uma motivação renovada e com provas dadas da competitividade do seu M Hybrid V8, prometendo continuar a pressionar a Toyota e restantes concorrentes nas próximas rondas do WEC. A próxima etapa será disputada nas 6 Horas de São Paulo, onde se espera nova batalha intensa entre os principais protagonistas do campeonato. O resultado de Le Mans relança a luta pelo título, com a BMW a aproximar-se da liderança e a demonstrar que tem argumentos para desafiar a hegemonia da Toyota. A Ferrari, apesar do pódio, terá de encontrar soluções para voltar à luta direta pela vitória, enquanto a Porsche procura retomar o caminho dos bons resultados nas provas seguintes. O campeonato do mundo de resistência está mais aberto do que nunca, prometendo emoções fortes até à última curva da temporada.
Não perca um segundo da Fórmula 1, Nascar, IndyCar e muito mais na aplicação mais completa do Mundo, basta carregar – AQUI (GRATUITO)
