Mercedes admite ação legal após pódio devolvido a Gasly em mónaco

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A reintegração de Pierre Gasly ao terceiro lugar no pódio do Grande Prémio do Mónaco abalou o paddock da Fórmula 1 e desencadeou uma autêntica crise jurídica, com a Mercedes já a considerar avançar com medidas legais. O ambiente ficou ainda mais tenso depois de Red Bull e McLaren terem activado formalmente o seu direito de revisão, lançando o caos em torno dos resultados e ameaçando as contas do campeonato.

No rescaldo do polémico desfecho no Mónaco, a classificação final voltou a sofrer alterações: Charles Leclerc (Ferrari) manteve a vitória com um tempo total de 1:44:23.982, seguido de Oscar Piastri (McLaren), a 7,1 segundos, e Pierre Gasly (Alpine), que recuperou o terceiro posto, terminando a 13,6 segundos do vencedor. Lewis Hamilton (Mercedes), que tinha subido ao pódio com a penalização inicial de Gasly, caiu para quarto, a 15,2 segundos, enquanto Max Verstappen (Red Bull) teve de se contentar com o sexto lugar, a 22,5 segundos de Leclerc. A polémica decisão da FIA, anunciada após uma série de reclamações e revisões, baralhou completamente a luta pelo campeonato de construtores e pilotos.

A importância deste volte-face é enorme: Gasly garante o primeiro pódio da época para a Alpine, relançando a moral da equipa francesa. Para a Mercedes, a perda do pódio complica as aspirações de manter a pressão sobre Red Bull e McLaren na luta pelo segundo lugar do campeonato. Esta instabilidade jurídica pode ainda criar um precedente perigoso para futuras decisões da FIA, com várias equipas a mostrarem-se descontentes com a falta de clareza processual. A McLaren vê-se obrigada a recalcular a sua estratégia, agora que Piastri sobe ao segundo lugar, enquanto a Red Bull mantém Verstappen numa posição menos confortável, a perder pontos preciosos face a Leclerc, que reforça a liderança no campeonato de pilotos.

Após o anúncio da reintegração de Gasly, Toto Wolff, director da Mercedes, mostrou-se visivelmente frustrado: “Estamos a analisar todas as opções legais. O processo foi tudo menos transparente e sentimos que a decisão prejudica a integridade desportiva. Não hesitaremos em avançar judicialmente se for necessário.” Pierre Gasly, por seu lado, não escondeu a satisfação ao regressar ao pódio: “Foi uma montanha-russa emocional, mas nunca perdi a confiança no trabalho da equipa e na justiça desportiva. Este resultado é para todos na Alpine.” Andrea Stella, chefe de equipa da McLaren, sublinhou o impacto na equipa britânica: “Lutámos até ao fim e acreditámos sempre que a FIA iria esclarecer esta situação. Agora é focarmo-nos na próxima corrida e garantir mais pontos importantes.” Por parte da Red Bull, Christian Horner revelou preocupação com o precedente criado: “Assistimos a uma instabilidade perigosa nos processos de revisão. Esperamos que a FIA clarifique urgentemente os critérios das decisões.”

Olhando para o futuro, toda a atenção vira-se agora para o Grande Prémio de Espanha, no circuito de Barcelona-Catalunha. Lando Norris, da McLaren, já deu o mote ao liderar as tabelas de tempos na primeira sessão de treinos livres, com George Russell (Mercedes) a posicionar-se entre os dois McLaren e Verstappen e Hamilton a revelarem dificuldades de adaptação ao traçado catalão. Esta reviravolta classificativa obriga as equipas a rever estratégias e pode influenciar decisivamente as próximas corridas, numa altura em que o campeonato se encontra ao rubro e cada ponto pode ser determinante. Os fãs portugueses de automobilismo podem esperar mais emoção, polémica e imprevisibilidade, com as contas do campeonato a sofrerem novas mexidas a cada decisão da FIA.

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