Solberg promete abordagem mais cautelosa após erros em terra e asfalto

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Oliver Solberg voltou a ser protagonista de um momento decisivo no Rali da Acrópole, na Grécia, depois de mais um erro que lhe custou a presença entre os primeiros classificados. O jovem piloto da Toyota reconheceu que a abordagem agressiva que adoptou nas últimas provas de asfalto não lhe trouxe os resultados desejados, levando-o a repensar a estratégia para o resto da temporada do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC).

No final de uma prova marcada por dificuldades, Solberg acabaria por abandonar após entrar demasiado rápido numa curva à direita, ficando preso fora do traçado antes da curva seguinte à esquerda. Este incidente representou o quarto acidente em cinco ralis, acentuando uma série negativa que o afastou das lutas pelo pódio. O Rali da Acrópole, uma das provas mais exigentes do calendário, confirmou assim a necessidade de uma mudança de mentalidade, num fim-de-semana em que Kalle Rovanperä (Toyota) venceu com 32,1 segundos de vantagem sobre Thierry Neuville (Hyundai), enquanto Elfyn Evans (Toyota) fechou o pódio. Solberg, por seu lado, perdeu mais pontos preciosos na classificação geral, mantendo-se fora do top 5 do campeonato.

A frustração é evidente, sobretudo depois de recordar que, nas provas de asfalto anteriores – como o Rali das Canárias e o Rali do Japão –, a vontade de lutar pela vitória acabou por ser contraproducente. “Quando se está a lutar pela vitória é complicado dizer: ‘Não, sabes que mais? Não vou lutar pela vitória. Vou só ficar satisfeito com um lugar no pódio’”, explicou Solberg em declarações após a prova. “Provavelmente podia ter garantido alguns pódios fáceis em asfalto, mas é fácil dizê-lo agora. Pelo menos em terra tenho um bom feeling e alguns bons resultados, por isso tudo é possível.”

O sueco-norueguês admite que, apesar das suas capacidades naturais, tem de reencontrar o equilíbrio emocional e a confiança de início de temporada, quando conquistou vitórias em provas como a Estónia (2023) e Monte Carlo (2024). “Sei que posso ser rápido, conheço todas as minhas capacidades, mas é preciso também voltar ao ritmo de tudo, e isso tem sido difícil ultimamente”, confessou, justificando assim o desejo de “fazer reset” e regressar ao estilo de pilotagem mais solto e eficaz que demonstrou nas primeiras provas ao volante do Toyota GR Yaris Rally1.

As conversas com Kaj Lindström, director desportivo da Toyota, durante o Rali da Acrópole, foram fundamentais para reforçar a confiança do jovem piloto. “Não falei com muitos elementos da equipa, mas falei um pouco com o Kaj e eles conhecem a minha capacidade, sabem o meu potencial e já o viram”, revelou Solberg. “Acho que mentalmente, desde a Croácia, tem sido muito complicado. Às vezes queremos provar novamente o nosso valor ou queremos demais quando estamos a lutar com outros. Talvez devesse ter-me contentado com alguns pódios – provavelmente já os teria conseguido. Mas é importante perceber mentalmente que, se queremos lutar pelo campeonato, temos de saber ficar satisfeitos por vezes. Foi um verdadeiro abrir de olhos este fim-de-semana, para ser honesto.”

Olhando para o futuro, Solberg está determinado a corrigir os erros e a adotar uma abordagem mais calculista, especialmente nas próximas provas de terra, onde sente maior à-vontade e já demonstrou potencial. A próxima ronda do WRC será crucial para perceber se o piloto da Toyota consegue transformar esta fase difícil numa oportunidade de crescimento. Um regresso ao top 5 do campeonato está ao seu alcance, caso consiga converter a velocidade em resultados consistentes, sem comprometer a fiabilidade. Com rivais cada vez mais sólidos, como Rovanperä e Neuville, e a pressão da própria estrutura da Toyota para resultados imediatos, Solberg sabe que cada ponto conta na luta pelo campeonato de pilotos e para manter a confiança da equipa. O desafio está lançado e as próximas etapas prometem um duelo intenso, não só contra os adversários, mas sobretudo contra os próprios limites e escolhas estratégicas de Oliver Solberg.

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