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Oscar Piastri pondera saída da McLaren e pode agitar mercado da F1 em 2027

Publicado a 8 de Julho de 2026, 09h49  ·  Atualizado a 8 de Julho de 2026, 15h44  ·  3 min de leitura

Oscar Piastri poderá estar prestes a agitar o mercado de pilotos de 2027, com relatos oriundos do Brasil a darem conta de que o australiano pondera abandonar a McLaren no final de 2026, recorrendo a uma cláusula de saída antecipada do seu contrato. Esta possibilidade surge numa altura crítica para o piloto, que ocupa actualmente o sexto lugar no campeonato de pilotos após uma série de resultados menos positivos ao serviço da equipa de Woking.

Segundo o jornalista Victor Martins, da Grande Premio e ESPN, Piastri sente-se descontente com a sua posição interna na McLaren e poderá acionar a referida cláusula para sair antes do previsto, abrindo caminho a uma possível troca mediática com Max Verstappen. O campeão do mundo poderia rumar a Woking, enquanto Piastri assumiria o papel de figura central na estrutura da Red Bull, preparando a entrada numa nova era para a equipa de Milton Keynes.

A temporada 2026 tem sido marcada por desafios para ambos os pilotos. Piastri ficou em 11.º no Grande Prémio do Canadá, resultado que reflecte as dificuldades enfrentadas na McLaren. Do outro lado, Verstappen viu-se obrigado a abandonar o Grande Prémio da Grã-Bretanha devido a mais uma falha técnica no RB22, situação que agravou a sua frustração com a Red Bull e alimentou rumores sobre o seu futuro.

A relação de Piastri com a McLaren sempre foi rodeada por alguma tensão. O australiano juntou-se à equipa em 2023 após uma disputa contratual com a Alpine, resolvida apenas pela decisão do Contract Recognition Board da FIA a favor da McLaren. O ponto alto da parceria deu-se em 2025, quando Piastri liderou o campeonato de pilotos durante 15 das 24 rondas. No entanto, a dinâmica interna alterou-se profundamente após o Grande Prémio de Itália, onde a equipa favoreceu Lando Norris na resolução de um problema nas boxes, custando a Piastri o segundo lugar. Este episódio terá gerado fricções acrescidas entre o seu empresário, Mark Webber, e a liderança da McLaren, com Webber a considerar que Piastri nunca será tratado como o claro número um enquanto Norris permanecer na equipa.

A hipótese de transferência para a Red Bull torna-se, assim, apetecível para Piastri, que poderia assumir o estatuto de líder de projecto e obter a clareza interna que sente faltar em Woking. Em paralelo, Verstappen vive também um momento de incerteza. O holandês, tetracampeão do mundo, manifestou publicamente a sua insatisfação com os regulamentos recentes da Fórmula 1 e, após novo abandono em Silverstone devido a problemas na asa traseira – classificados pelo próprio como perigosos –, aumentou as dúvidas sobre a sua continuidade na Red Bull. Após a desistência, Jos Verstappen e o empresário Raymond Vermeulen foram vistos em conversa séria com o chefe de equipa Laurent Mekies, intensificando a especulação quanto ao futuro do piloto.

Do lado da McLaren, a possibilidade de receber Verstappen representa uma das transferências mais impactantes da história recente da Fórmula 1, sobretudo considerando as actuais limitações do pacote motriz Mercedes e as perspectivas de desenvolvimento a curto prazo. A presença de Gianpiero Lambiase, engenheiro de pista de longa data de Verstappen, que estará de saída para a McLaren em 2028, e o alegado afastamento do técnico Pierre Wache da partilha de informações sensíveis dentro da Red Bull, apenas reforçam a incerteza e alimentam o interesse de Verstappen numa mudança.

Se esta troca se concretizar, Verstappen juntar-se-á a Norris na McLaren, formando uma dupla de peso, enquanto Piastri liderará o projecto Red Bull, beneficiando das ligações de Mark Webber à estrutura de Milton Keynes. Nada está fechado, dependendo tudo das cláusulas contratuais e da vontade das partes envolvidas de avançar para esta reestruturação profunda. A movimentação de Piastri e Verstappen poderá assim redefinir o equilíbrio de forças na grelha e transformar radicalmente o mercado de pilotos antes mesmo do final do verão.

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Redação

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A revisão do desporto motorizado é assinada por Diogo Soure, jornalista com longo percurso em televisão e passagem pela SIC, onde foi um dos responsáveis pelo programa Volante. A responsabilidade editorial das restantes áreas é de Ricardo Marques Carvalho, jornalista de automóveis e membro português do júri do International Truck of the Year.

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