A Mercedes-Benz aproveitou a renovação do Classe C para mexer muito mais do que apenas no desenho. A berlina e a carrinha recebem uma frente revista, mais tecnologia a bordo, novas ajudas à condução e uma gama de motores que continua a apostar na eletrificação.
A alteração mais evidente está na dianteira. A grelha passa a ter uma estrela Mercedes iluminada ao centro, acompanhada por uma moldura própria e pequenas estrelas cromadas. Os faróis Digital Light também foram atualizados e passam agora a utilizar tecnologia micro-LED, prometendo uma iluminação mais potente e precisa, mas com um consumo de energia até 50% inferior.

Os para-choques foram redesenhados, tal como os farolins traseiros, que adotam uma assinatura luminosa em forma de estrela. Há ainda novas jantes e duas cores exteriores inéditas, enquanto o novo pacote AMG Line Plus acrescenta uma dose extra de agressividade, com elementos exteriores em preto brilhante, spoiler e bancos desportivos com costuras e cintos vermelhos.
Mas é no interior que se encontra uma das maiores novidades. O Classe C passa a utilizar o novo sistema operativo MB.OS, que permite atualizações remotas e traz uma interface completamente renovada. A Mercedes foi ainda buscar reforços à inteligência artificial, integrando ChatGPT, Microsoft Bing e Google Gemini no sistema MBUX.

O Assistente Virtual MBUX promete agora compreender conversas mais complexas e manter o contexto durante a interação. Também consegue responder a perguntas, procurar locais e até ajudar a encontrar uma música quando o condutor apenas se lembra de parte da letra.
À frente do condutor surge um painel digital de 12,3 polegadas, acompanhado por um ecrã central vertical de 11,9 polegadas. O sistema de navegação passa a recorrer à tecnologia da Google e, como opção, continua disponível um head-up display com realidade aumentada. O sistema de som Burmester 3D também foi melhorado e passa a contar com 15 altifalantes e Dolby Atmos.

Na parte mecânica, a Mercedes mantém uma gama bastante diversificada, com motores a gasolina, Diesel e híbridos plug-in. Entre os primeiros estão o C200 de 177 CV, o C250 de 218 CV e o C300 de 258 CV. Nos Diesel aparecem o C200d de 163 CV e o C250d de 200 CV. No topo da gama encontram-se os híbridos plug-in C300e, com 354 CV, e C400e, com 395 CV.
As versões de combustão continuam a utilizar motores de dois litros e quatro cilindros, mas receberam melhorias no sistema híbrido de 48 V. O novo ISG 2.0 integra um motor elétrico capaz de desenvolver 23 CV e 205 Nm, tornando as respostas mais rápidas e suaves.
Nos híbridos plug-in, o motor elétrico passa a debitar 136 CV e trabalha com uma bateria de 19,53 kWh. A Mercedes anuncia uma autonomia elétrica de até 100 km. A bateria pode ser carregada em corrente contínua até 55 kW, enquanto em corrente alternada suporta 11 kW.

A marca alemã aproveitou ainda para rever a suspensão e melhorar o isolamento acústico. O trabalho aerodinâmico também não foi esquecido, com um coeficiente de resistência de 0,24.
Por fim, o Classe C passa a contar com um conjunto bastante completo de sistemas de assistência à condução. São oito câmaras, cinco radares e 12 sensores ultrassónicos, que trabalham com o sistema MB.DRIVE. O Parking Assist 360 passa a ser de série e inclui uma visão de 360 graus do automóvel.
Há ainda uma função particularmente interessante: o carro consegue fazer automaticamente parte de um percurso em marcha-atrás, refazendo o caminho anteriormente percorrido. Uma solução que pode dar bastante jeito quando uma rua estreita, uma entrada complicada ou um estacionamento deixam de ter saída.
No fundo, esta atualização transforma o Classe C num automóvel mais tecnológico e sofisticado, sem abandonar a fórmula que o tornou um dos modelos mais importantes da Mercedes.
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