Leclerc conquista vitória 250 da Ferrari na fórmula 1, Elkann reage

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Charles Leclerc ofereceu à Ferrari uma vitória histórica no Grande Prémio da Grã-Bretanha de 2026 em Silverstone, conquistando o 250.º triunfo da mítica escuderia italiana na Fórmula 1, precisamente no mesmo palco onde a marca celebrou a sua primeira vitória em 1951. O piloto monegasco arrancou da segunda posição da grelha, ultrapassou Kimi Antonelli logo na primeira curva e manteve o comando até cortar a meta, triunfando sob regime de safety car após uma corrida marcada pela estratégia e tensão até ao último momento.

Leclerc terminou a prova com um tempo total de 1:31:58.432, seguido pelo seu colega de equipa, Lewis Hamilton, que ficou a 2,084 segundos. Kimi Antonelli, da Mercedes, que partiu da pole position, perdeu terreno logo no arranque e terminou fora dos pontos após dificuldades na segunda metade da corrida. George Russell, também da Mercedes, assegurou a quarta posição, enquanto Lando Norris (McLaren) fechou o top-5. Esta vitória coloca agora Leclerc no quarto lugar do campeonato de pilotos, com 108 pontos, enquanto Antonelli continua a liderar, somando 179 pontos, seguido por Russell (154) e Hamilton (147).

O feito da Ferrari adquire um simbolismo especial por ter ocorrido em Silverstone, local onde José Froilán González deu à Scuderia a sua primeira vitória na Fórmula 1 há 75 anos. Este marco reforça a longevidade e o legado da equipa de Maranello, que volta a afirmar-se como protagonista num dos campeonatos mais disputados da última década. O triunfo de Leclerc surge num momento crucial para a Ferrari, depois de várias corridas complicadas e de um início de temporada aquém das expectativas, relançando a luta pelo título e alimentando a rivalidade com a Mercedes, que se viu relegada para papéis secundários neste fim de semana.

John Elkann, presidente da Ferrari, esteve presente no pitlane de Silverstone para viver in loco este momento histórico e, em declarações à Sky Sports F1 Itália após a corrida, sublinhou a importância do dia: “São 250 vitórias para a Ferrari, e a primeira foi aqui em Silverstone. Isto mostra quão importante é o dia de hoje para a nossa história e, acima de tudo, para o presente e para o futuro. Quando todos na Ferrari trabalham juntos, desde os nossos grandes pilotos como o Charles, que fez uma grande corrida, como o Lewis, até toda a equipa, tanto em Maranello como aqui na pista, grandes coisas acontecem.”

Na conferência de imprensa após a corrida, Charles Leclerc descreveu a sensação do seu primeiro triunfo em solo britânico: “É incrível. Infelizmente o final talvez não tenha sido aquele com que sonhei, mas vencer depois dos últimos fins de semana, que foram particularmente difíceis, sabe muito bem. Todo o trabalho que fizemos para voltar a encontrar o ritmo certo no carro valeu a pena. Senti que tinha encontrado algo ontem entre a corrida sprint e a qualificação, mas tinha de o confirmar hoje e consegui. Estou incrivelmente feliz.” Leclerc não escondeu a emoção pelo regresso às vitórias e pelo contributo para a história da Ferrari.

Do lado da Mercedes, o desaire de Antonelli em Silverstone diminui ligeiramente a confortável vantagem na liderança do campeonato, mas o jovem italiano mantém-se firme no topo com 179 pontos. George Russell, ao garantir a quarta posição, reduz distâncias para o colega de equipa e para Hamilton, que, ao terminar em segundo, reforça as suas aspirações ao título, subindo para o terceiro lugar do campeonato. A McLaren, com Norris a fechar o top-5, mostrou consistência, mas voltou a ficar aquém da luta pela vitória.

A próxima etapa do Mundial de Fórmula 1 será o Grande Prémio da Hungria, um circuito tradicionalmente favorável à Ferrari e à Mercedes. O ambiente está ao rubro: a Ferrari regressa à luta direta pelos lugares cimeiros, enquanto a Mercedes procura recuperar do revés em Silverstone. O campeonato permanece em aberto, com vários pilotos ainda na corrida pelo título e rivalidades a intensificarem-se a cada prova. A histórica vitória em Silverstone poderá ser o ponto de viragem para a Ferrari, que irá certamente procurar capitalizar este momento para encurtar distâncias e, quem sabe, sonhar com o título mundial em 2026.

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