Lance Stroll protagonizou um momento insólito no Grande Prémio da Grã-Bretanha, ao somar três penalizações por limites de pista num espaço de apenas nove voltas em Silverstone. Apesar de ter passado despercebido durante a maior parte da corrida, o piloto canadiano da Aston Martin acabou por dar nas vistas pelos piores motivos, tornando-se o primeiro piloto desta época a receber três penalidades por infração repetida dos limites do traçado numa só prova.
No que diz respeito aos resultados, Stroll terminou em 19.º lugar, o último dos pilotos que cruzaram a meta, numa corrida em que o AMR26 voltou a demonstrar falta de competitividade. O piloto canadiano já tinha sido penalizado antes do início da corrida: apesar de ter garantido o 21.º tempo na qualificação de sábado, viria a arrancar do 22.º e último lugar, devido à troca de componentes no motor Honda para lá do permitido pelo regulamento, o que resultou numa penalização de 10 lugares na grelha. Durante a corrida, Stroll acumulou seis violações aos limites de pista, o que lhe valeu três penalizações de cinco segundos cada. Os comissários oficiais da FIA comunicaram as decisões pouco antes das 20h, detalhando que a primeira penalização foi aplicada após o quarto abuso dos limites na Curva 18 (volta 33), a segunda pela quinta infração na Curva 9 (volta 35) e a última, pela sexta, na Curva 15 (volta 42). No total, 15 segundos foram adicionados ao tempo final do canadiano, sem impacto prático na classificação, uma vez que já ocupava a última posição dos pilotos em pista.
Esta série de penalizações sublinha as dificuldades vividas por Stroll e pela Aston Martin no circuito britânico. O AMR26 revelou-se o carro mais lento do pelotão durante todo o fim de semana, sobretudo devido a problemas crónicos de subviragem evidenciados nas imagens onboard. Com a Aston Martin a lutar para sair do fundo da tabela, o resultado em Silverstone agrava ainda mais a sua situação no Campeonato do Mundo de Fórmula 1, mantendo a equipa afastada dos pontos e a pressionar a direção técnica para encontrar soluções urgentes.
Após a prova, Stroll tentou explicar as dificuldades sentidas ao longo da corrida. “Foi um fim de semana complicado, não conseguimos acertar com o equilíbrio do carro e, sinceramente, estava a ser difícil manter o monolugar na pista. O subviragem era constante e, em algumas zonas, era quase impossível não ultrapassar os limites. Temos mesmo de analisar o que se passou e perceber onde podemos melhorar”, declarou o canadiano, visivelmente desapontado, já depois de receber as penalizações. Mike Krack, chefe de equipa da Aston Martin, também comentou o desempenho desastroso: “Este não foi, de todo, o nosso melhor fim de semana. Sabíamos que íamos sofrer em Silverstone, mas não esperávamos tantas dificuldades. As penalizações do Lance são sintomáticas do quanto estamos a lutar com o carro, não só em termos de performance pura, mas também de consistência. Precisamos de trabalhar intensamente antes da próxima ronda”.
Com este resultado, Stroll mantém-se longe dos lugares pontuáveis e vê a pressão aumentar internamente, numa altura em que se discute o futuro da Aston Martin e se especula sobre possíveis mudanças no plantel para a próxima época. No Campeonato de Construtores, a equipa de Silverstone continua a perder terreno para rivais diretos como a Haas e a Williams, agravando a urgência de uma reação já na próxima corrida. O calendário segue agora para o Grande Prémio da Hungria, onde as características do Hungaroring poderão dar alguma esperança à Aston Martin, que está desesperada por inverter a tendência negativa e conquistar pontos. Para Stroll, o objetivo passa por recuperar a confiança e evitar repetir o episódio de Silverstone, focando-se na disciplina em pista e numa abordagem mais conservadora aos limites do traçado, de modo a evitar mais penalizações que possam comprometer ainda mais a sua posição no campeonato.
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