Lando Norris não poupou críticas à McLaren após a qualificação do Grande Prémio de Mónaco, assumindo que esta prova funcionou como um duro “balde de água fria” para perceber até que ponto a equipa sediada em Woking está longe do topo. O britânico terminou a sessão apenas na oitava posição, logo atrás do seu colega Oscar Piastri, que ficou em sétimo, ambos a mais de seis décimos do tempo de pole position alcançado por Kimi Antonelli.
Este resultado representa uma queda acentuada face ao ano anterior, quando Norris assegurou a pole position e a vitória em Mónaco, colocando a McLaren numa posição de destaque. Contudo, a temporada de 2026 tem revelado grandes dificuldades, sobretudo nas zonas de curvas lentas, algo que também se evidenciou no GP do Canadá, em Montreal.
O próprio Norris explicou as razões destas limitações técnicas: “O carro não é muito ‘compliant’ e não é nada permissivo, o que me faz perder confiança ao volante”, afirmou o campeão mundial em título em declarações exclusivas ao RacingNews365. “Eu sou quem conduz o carro e sinto na pele a dificuldade em extrair tempo por volta. Já em Montreal tinha percebido isso, por isso fiquei surpreendido por termos sido tão competitivos naquela altura.”
Norris acrescentou ainda que, apesar de não ser uma surpresa total, o desempenho em Mónaco serviu para confirmar a gravidade do desafio: “Não foi propriamente um ‘abre olhos’, mas foi um ligeiro reality check para perceber o quão longe estamos. As pistas onde fomos melhores até agora são aquelas que não têm curvas muito lentas, como Suzuka e Miami.”
O piloto britânico foi incisivo quanto às suas expectativas para o fim de semana no traçado monegasco: “Quando cheguei aqui, as minhas expectativas não eram elevadas. Se me tivessem perguntado antes do GP, provavelmente teria dito que não esperava muito deste fim de semana. O carro é muito difícil de conduzir, muito pouco ‘compliant’ e nada permissivo.”
Por fim, Norris deixou um dado que ilustra bem o impacto destas dificuldades no seu desempenho: “O meu nível de confiança no carro no ano passado estava a 100%. Agora, está a cerca de 85%, e em Mónaco é preciso estar ao máximo.”
Esta avaliação sincera e contundente de Lando Norris revela uma McLaren que ainda procura respostas para regressar à luta pelas posições cimeiras, com a equipa de Woking a enfrentar um desafio técnico que poderá marcar o rumo da temporada.
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