Liam Lawson surpreendeu no Grande Prémio de Mónaco ao garantir um lugar entre os dez primeiros na qualificação, apesar das dificuldades evidenciadas durante as sessões de treinos livres. O piloto da Red Bull mostrou uma recuperação notável num fim de semana que, à partida, prometia ser favorável ao seu estilo de condução, mas que começou com resultados abaixo do esperado.
Nos três treinos realizados em Monte Carlo, Lawson terminou apenas em 19.º, 16.º e 15.º lugar. Estas posições contrastavam com a confiança inicial do neozelandês, que acreditava que o traçado monegasco, conhecido pelas suas curvas lentas e técnicas, se adequaria bem ao seu carro. No entanto, a qualificação revelou uma realidade diferente, com Lawson a subir progressivamente na tabela: 13.º no primeiro segmento, 9.º no segundo e a assegurar a 10.ª posição na grelha no derradeiro momento.
Este resultado assume ainda mais relevância por marcar a 250.ª partida de um piloto da Nova Zelândia no Mundial de Fórmula 1, um marco histórico para o país. Ainda assim, Lawson não esconde que o desempenho da equipa continua a ser um mistério. «Antes do fim de semana, honestamente, estávamos à espera de um bom resultado. Pensávamos que tínhamos um bom carro em baixas velocidades e que deveríamos ser competitivos aqui», admitiu o piloto em declarações à comunicação social, incluindo à RacingNews365.
«Mas na sexta-feira, tivemos muitas dificuldades, por isso esta recuperação é muito boa. Fizemos muitas alterações para este fim de semana, muito mais do que o habitual, o que resultou bem, mas depois de sexta-feira teremos de perceber completamente porque começámos tão longe», acrescentou Lawson, revelando a incerteza que ainda paira sobre o comportamento do monolugar.
A qualificação não esteve isenta de desafios: «No Q2 consegui uma volta muito boa, mas no Q3 tivemos dificuldades na fase de aquecimento dos pneus. Enquanto a maioria fazia voltas de preparação, nós fizemos apenas uma, e isso tornou o primeiro setor complicado», explicou o neozelandês. «Acabei por tentar uma volta extra para melhorar, e estava a ganhar tempo no primeiro setor, mas os pneus traseiros perderam aderência e tentar juntar tudo numa única volta foi muito, muito difícil.»
Este relato evidencia não só a capacidade de adaptação de Lawson como também a complexidade do trabalho da Red Bull para optimizar o desempenho do carro num circuito tão exigente como Mónaco. A equipa terá agora de analisar profundamente os dados para compreender a razão das dificuldades iniciais e consolidar a evolução demonstrada na qualificação, de modo a assegurar um bom resultado na corrida.
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