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FIA admite que Leclerc devia ter sido penalizado no GP da bélgica

Publicado a 24 de Julho de 2026, 18h43  ·  Atualizado a 24 de Julho de 2026, 21h26  ·  2 min de leitura

Os comissários da FIA admitiram que Charles Leclerc, piloto da Ferrari, deveria ter recebido uma penalização no Grande Prémio da Bélgica do passado fim-de-semana, mas a infração por condução perigosa acabou por não ser punida. A revelação surgiu durante um encontro entre os pilotos e a FIA, realizado antes do Grande Prémio da Hungria, onde foram discutidas as Diretrizes de Conduta dos Pilotos e possíveis alterações para 2027.

No circuito de Spa-Francorchamps, Leclerc esteve envolvido numa colisão com Oscar Piastri, poucos minutos depois de Lewis Hamilton ter sido penalizado com cinco segundos por um incidente com George Russell na primeira curva, que levou Russell a sair de pista e abandonar a prova. Apesar dos danos sofridos pelo MCL40 de Piastri e das suas declarações que indicavam não ter hipótese de evitar o contacto, Leclerc não recebeu qualquer penalização durante a corrida.

Contudo, na reunião prévia à prova da Hungria, os comissários da FIA reconheceram que, em retrospectiva, a conduta do piloto da Ferrari justificaria a aplicação de uma penalização de cinco segundos. Esta decisão não terá efeitos retroativos, mantendo-se inalterado o resultado final da prova na Bélgica, mas poderá ter impacto nas decisões futuras relativas a incidentes semelhantes.

Leclerc comentou o episódio durante o fim-de-semana em Budapeste, afirmando: “No final do dia, a minha visão dentro do carro é tentar levar as coisas ao limite.” Referindo-se ao incidente com Piastri, acrescentou: “Penso que com o Oscar foi um pouco do outro lado – provavelmente não é assim que quero correr sempre. É também arriscado para mim, no final do dia. Estás sempre a tentar deixar o menor espaço possível. Talvez tenha sido um pouco arriscado de mais.”

Além do caso Leclerc, a reunião abordou também a penalização aplicada a Hamilton e discutiu possíveis ajustes nas Diretrizes de Conduta dos Pilotos, que deverão ser finalizados numa próxima sessão ainda este ano, em preparação para a temporada de 2027. Estas mudanças poderão influenciar a forma como incidentes controversos são avaliados, visando maior clareza e consistência nas decisões dos comissários.

A próxima etapa do campeonato será o Grande Prémio da Hungria, onde as equipas e pilotos terão a oportunidade de aplicar as aprendizagens das discussões recentes. O reconhecimento do erro na situação de Leclerc poderá elevar a pressão sobre os pilotos para uma condução mais cautelosa, sob o risco de penalizações mais rigorosas nas futuras provas.

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Redação

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A revisão do desporto motorizado é assinada por Diogo Soure, jornalista com longo percurso em televisão e passagem pela SIC, onde foi um dos responsáveis pelo programa Volante. A responsabilidade editorial das restantes áreas é de Ricardo Marques Carvalho, jornalista de automóveis e membro português do júri do International Truck of the Year.

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