Fernando Alonso revela debates com adrian newey sobre amr26

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Fernando Alonso revelou os intensos “debates” que tem mantido com o diretor técnico da Aston Martin, Adrian Newey, sobre a evolução do AMR26, numa altura em que a equipa enfrenta uma difícil primeira metade da temporada de 2026. O monolugar, que pode perder até cinco segundos por volta para os Mercedes, tem sido um desafio para todos, com limitações tanto no chassis como na nova unidade motriz da Honda, o primeiro motor oficial desde 2021.

A estreia de 16 melhorias no AMR26 no Grande Prémio da Hungria surge como um momento decisivo para a Aston Martin, que espera dar um passo em frente na sua prestação. Newey admitiu após o GP da Grã-Bretanha que a comunicação com os pilotos, incluindo Alonso, Lance Stroll e o piloto reserva Jak Crawford, tem sido insuficiente no que diz respeito à clarificação dos objetivos das atualizações. Alonso confirmou esta situação, referindo que no passado existiram “opiniões diferentes” entre ele e Newey sobre o comportamento do carro durante os fins de semana de corrida.

“Às vezes, sentíamos fraquezas no carro enquanto competíamos, mas quando analisávamos os dados na fábrica descobríamos comportamentos aerodinâmicos contraditórios, que apontavam para direções distintas no desenvolvimento do monolugar,” explicou Alonso em Budapeste. O espanhol destacou que, apesar destas divergências, Newey sempre valoriza tanto os dados como a percepção do piloto ao volante, reconhecendo a complexidade e o dinamismo da Fórmula 1.

O piloto espanhol descreveu ainda a metodologia utilizada para encontrar o equilíbrio entre os dados e as sensações na pista. “Cada volta é diferente, com variações de combustível, pneus, condições de vento e presença de outros carros na pista, tornando os dados imperfeitos por si só.” Alonso destacou a vasta experiência de Newey e mostrou-se otimista: “Estamos num bom caminho, focados em vencer corridas e lutar por campeonatos.”

Alonso admitiu que a Aston Martin não começou a temporada com a estratégia de desenvolvimento mais agressiva, ao contrário dos rivais, que foram acumulando melhorias graduais que lhes permitiram ganhar entre dois a três décimos a cada duas ou três corridas. “Nós não fizemos isso e acabámos por ficar para trás, mas agora vamos tentar recuperar todo esse atraso de uma vez.”

A análise de Alonso revela que a equipa está a trabalhar em todas as vertentes para recuperar competitividade, mas o esforço está apenas a começar. O Grande Prémio da Hungria pode marcar o início de uma nova fase para a Aston Martin, que procura encurtar distâncias num campeonato altamente competitivo.

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