Depois do arranque promissor em Miami, onde a Williams conseguiu somar pontos com ambos os pilotos, o Grande Prémio do Canadá trouxe nova esperança à equipa de Grove, embora desta vez apenas Carlos Sainz tenha garantido pontos. O espanhol voltou a brilhar, conquistando um sólido 9.º lugar em Montreal, repetindo o desempenho das sessões anteriores em Xangai e Miami, e confirmando o seu regresso consistente ao top 10.
Este nono lugar representa mais do que apenas um resultado: é um passo firme na recuperação da Williams, que após cinco corridas já contabiliza 7 pontos no campeonato de construtores. “Mais pontos para a equipa, estou satisfeito com o resultado. Ainda precisamos de mais ritmo para lutar regularmente entre os primeiros oito, mas estamos a ganhar uma boa dinâmica de corrida a corrida”, afirmou Carlos Sainz, sublinhando a evolução gradual mas constante do carro britânico.
No entanto, nem tudo correu segundo o planeado para a equipa. Alex Albon teve um fim de semana difícil e acabou por abandonar a corrida após um toque com Oscar Piastri na entrada da curva 10. Apesar do incidente, o piloto britânico não guarda ressentimentos: “Não foi um fim de semana sortudo para mim. Mais uma vez, azar, mas não guardo rancor ao Oscar, acho que ele errou na manobra de ultrapassagem. Às vezes estas coisas acontecem, faz parte da natureza das corridas”, explicou Albon com desportivismo.
Este cenário reforça o contraste entre os dois pilotos da Williams, com Sainz a demonstrar uma adaptação rápida e eficaz ao carro e a garantir resultados que mantêm a equipa na luta pelos pontos, enquanto Albon ainda procura estabilidade e sorte numa temporada exigente. A Williams continua a mostrar sinais de progresso, mas a necessidade de ritmo e consistência é clara para que possam finalmente disputar posições mais altas no pelotão.
A próxima corrida será decisiva para entender se a Williams consegue manter esta tendência ascendente, com Carlos Sainz a ser a referência da equipa e Alex Albon a procurar recuperar o fôlego para dar uma resposta à altura. A temporada ainda é longa, mas a luta pelo top 10 está mais viva do que nunca para a equipa britânica.




