Oliver Bearman regressa aos pontos no GP do Canadá, mas sai da pista sem grande entusiasmo. O jovem piloto britânico da Haas, que partiu da 16ª posição da grelha, conseguiu uma recuperação sólida para terminar no 10º lugar, um resultado que representa o seu regresso à zona de pontuação desde o GP da China. No entanto, Bearman não esconde a sua insatisfação com o desempenho da equipa e com alguns erros que comprometeram um resultado potencialmente melhor.
“Não sei se merecíamos os pontos com base na nossa prestação, mas aceitam-se de bom grado, especialmente porque houve fins de semana em que merecíamos e não conseguimos nada”, afirmou o piloto da Haas, realçando a complexidade do fim de semana. Bearman referiu ainda a importância de entender o motivo do pit stop lento que ocorreu na 31ª volta e que lhe custou tempo valioso. “A pista estava muito escorregadia e difícil. Optei por partir com pneus macios usados, pensando que me ajudariam na primeira curva, mas acabámos por fazer mais três voltas de formação, pelo que não sei se tirei grande vantagem disso. Não é com um grande sorriso que saímos daqui, mas temos uma semana para nos prepararmos e voltar fortes em Mónaco.”
Enquanto Bearman tentava recuperar posições, o seu companheiro de equipa, Esteban Ocon, viveu uma corrida ainda mais complicada. O piloto francês, que largou da 17ª posição, terminou em 14º lugar, num GP marcado por problemas graves nos travões. “Foi difícil, para dizer o mínimo. Algo não estava a funcionar bem nos travões e continuava a bloquear as rodas. Precisamos de analisar esta questão com profundidade”, revelou Ocon. O piloto explicou ainda que, após as qualificações, a equipa instalou uma nova configuração no carro, o que limitou a sua adaptação, pois só conseguiu efetuar duas voltas completas antes da corrida. “Como equipa, vamos recuar e estudar tudo para melhorar”, concluiu.
A Haas enfrenta agora o desafio de corrigir estas falhas técnicas e operacionais para não desperdiçar oportunidades de pontuar, especialmente com o próximo GP em Mónaco a aproximar-se rapidamente. Bearman e Ocon precisam de extrair o máximo do seu monolugar para reforçar a presença da equipa na luta pelo campeonato. A próxima corrida promete ser decisiva para ambos os pilotos e para a equipa americana, que quer regressar aos resultados positivos que lhe escaparam no Canadá.




