A Audi F1 anunciou uma reorganização no seu comando após a saída inesperada do director da equipa, Jonathan Wheatley, logo nas primeiras rondas da temporada. A confirmação da saída do antigo director desportivo da Red Bull deixou o paddock em choque, com a equipa a revelar que Mattia Binotto assumiria funções acrescidas como chefe da equipa e responsável pelo projecto Audi F1.
No comunicado oficial divulgado em março, a equipa explicou que a saída de Wheatley se deveu a motivos pessoais, sublinhando que Binotto continuaria a liderar a estrutura com novas responsabilidades. Pouco tempo depois, foi anunciado um novo reforço para a liderança da equipa: Allan McNish, ex-piloto de Fórmula 1 pela Toyota, juntou-se à Audi como director de corridas.
No Grande Prémio da Bélgica, McNish esclareceu o seu papel específico dentro da equipa, distinguindo-o das funções de Binotto: “Mattia está encarregue de todo o programa, desde a unidade de potência ao chassis, tudo o que é feito na base. A minha área é aqui no circuito”. Acrescentou ainda que é responsável por todas as operações ligadas à corrida, incluindo engenharia, estratégia, activação, marketing e comunicação.
Esta nova estrutura visa dividir claramente as responsabilidades entre a gestão técnica e a operação durante os fins-de-semana de prova, com Binotto a focar-se no desenvolvimento global do projecto e McNish a comandar as decisões no local. A Audi F1 procura assim consolidar a sua presença na Fórmula 1, com uma liderança mais segmentada após a saída do seu antigo director.
Com estas alterações no comando, a equipa pretende optimizar a performance em pista e a sua organização interna, preparando-se para os desafios das próximas corridas do campeonato. A próxima prova será decisiva para perceber o impacto desta reestruturação na competitividade da Audi.
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