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Alonso aponta regras da F1 como fator decisivo para futuro em 2027

Publicado a 22 de Julho de 2026, 12h25  ·  Atualizado a 22 de Julho de 2026, 14h57  ·  2 min de leitura

Fernando Alonso afirmou que as regras da Fórmula 1 serão o factor decisivo para o seu futuro na modalidade, mais do que o desempenho da Aston Martin nesta temporada. O piloto espanhol, cujo contrato termina no final do ano, já tinha referido que tomaria a decisão sobre a sua continuidade após a pausa de verão.

A Aston Martin iniciou o novo ciclo regulatório da Fórmula 1 em posição desfavorável, mas prepara-se para apresentar uma importante actualização do chassis no Grande Prémio da Hungria, esta semana, com o objectivo de recuperar competitividade face às restantes equipas. Paralelamente, o parceiro da unidade de potência, a Honda, trará uma actualização para o Grande Prémio da Holanda, garantindo que o AMR26 alinhará com melhorias técnicas na segunda metade da época.

Alonso não esconde o desejo de conquistar um terceiro título mundial ao serviço da equipa de Silverstone, especialmente com a chegada de Adrian Newey, antigo rival na McLaren e Red Bull, responsável pelo desenvolvimento do carro. O espanhol acredita que o potencial da Aston Martin é “muito superior ao que temos visto até agora” e que a sua decisão para 2027 dependerá mais das regras do campeonato do que da posição actual da equipa na hierarquia.

Questionado sobre o impacto das melhorias técnicas na sua decisão, Alonso afirmou à PlanetF1.com que “nada”, uma vez que a sua escolha não está condicionada pelo desempenho deste ano. “Começámos a temporada da pior forma e não posso basear a minha decisão para o próximo ano num rendimento que não é realista”, explicou. Acrescentou ainda que “conduzir estes carros em circuitos como Spa ou Silverstone na última corrida não é o que sonho para o meu futuro”.

O pacote de melhorias que a Aston Martin levará a Budapeste representa uma aposta clara, optando por uma intervenção maior em vez de actualizações incrementais. Alonso reconheceu que a primeira metade da temporada não correspondeu às expectativas, afirmando que “foi decepcionante ver o carro em Barcelona e Bahrain”. No entanto, salientou que “toda a equipa acolheu isso como um desafio” e espera que a próxima prova marque o início de uma recuperação de performance.

Com um olhar no futuro, o espanhol mantém a confiança na capacidade da equipa e na direcção que estão a seguir. O desfecho do seu contrato e a continuação na Fórmula 1 dependem agora sobretudo das regras do campeonato e do prazer que sente ao competir ao mais alto nível, factores que ditarão se continuará a desafiar os limites no próximo ano.

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Redação

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A revisão do desporto motorizado é assinada por Diogo Soure, jornalista com longo percurso em televisão e passagem pela SIC, onde foi um dos responsáveis pelo programa Volante. A responsabilidade editorial das restantes áreas é de Ricardo Marques Carvalho, jornalista de automóveis e membro português do júri do International Truck of the Year.

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