Audi falha em Montreal à semelhança da McLaren: aposta arriscada nas pneus arruína corrida e pontos escapam
O Grande Prémio do Canadá trouxe mais um capítulo frustrante para a Audi, que viu a sua aposta arriscada nas condições de pista sair completamente furada, tal como aconteceu com a McLaren. A equipa alemã, que sonhava com um regresso aos pontos após o 9º lugar de Bortoleto em Melbourne, viu os seus planos desfeitos logo à partida em Montreal, num erro estratégico que comprometeu toda a corrida.
Nico Hülkenberg, que quase alcançou a Q3 durante as qualificações, era apontado como o favorito para repetir a presença no top 10. No entanto, a corrida revelou-se um pesadelo. Tal como a McLaren, a Audi optou por arrancar com pneus intermédios numa pista que rapidamente se revelou seca. A chuva que se esperava não chegou a cair, obrigando ambos os pilotos a fazer uma paragem precoce para montar pneus macios, um erro fatal.
“Foi uma corrida difícil para nós,” comentou Hülkenberg, que terminou em 12º lugar. “À partida, as condições evoluíram de forma diferente do que esperávamos. Era um risco que valia a pena correr com a informação que tínhamos na altura, mas a fase inicial não nos favoreceu e isso penalizou-nos desde logo. Depois, não tivemos o ritmo necessário para recuperar como queríamos. Os adversários conseguiram recuperar mais rápido e há, sem dúvida, lições a tirar para melhorar. Foi um fim de semana duro, com muito para analisar. Vamos estudar tudo a fundo, aprender a lição e focar-nos em Mónaco.”
Gabriel Bortoleto, seu companheiro de equipa, partilhou a mesma frustração após terminar em 13º. “Foi uma corrida longa para nós. Saímos com pneus intermédios porque pensávamos que seriam uma vantagem, mas a chuva parou rapidamente e isso penalizou-nos. A paragem extra tirou-nos da luta pelas posições de topo e depois foi gerir o ritmo na pista. Pelo lado positivo, conseguimos levar ambas as máquinas até ao fim e recolher dados valiosos para o futuro. Claro que é dececionante, porque num fim de semana sem incidentes e com uma corrida relativamente limpa, acreditava que podíamos somar pontos. Mas as corridas são mesmo assim. Agora, toda a atenção está em Mónaco.”
A Audi sai deste GP do Canadá a braços com a dura realidade das decisões estratégicas e com a necessidade de aprender rapidamente para não desperdiçar mais oportunidades num campeonato onde cada ponto conta. O desafio é claro: transformar a experiência amarga de Montreal numa lição que possa trazer frutos já na próxima prova do calendário.




