O pesadelo do Aston Martin em Montreal parece não ter fim. Num fim de semana já marcado por contratempos e falhanços, a equipa britânica viu a sua situação piorar drasticamente minutos antes do início da qualificação para o Grande Prémio do Canadá. Depois de uma temporada já difícil, a chegada à pista de Gilles Villeneuve trouxe apenas mais problemas para Fernando Alonso e Lance Stroll.
Na sessão de qualificação sprint de sexta-feira, Alonso sofreu um acidente logo nos primeiros 12 minutos, danificando severamente o seu carro. Apesar de ter conseguido registar um tempo que o colocava na segunda fase da qualificação (SQ2), o espanhol não pôde participar devido aos estragos no monolugar. Já Stroll, que deveria alinhar na 17.ª posição para a sprint, teve um problema na suspensão que obrigou a equipa a retirar o carro da grelha, forçando-o a começar a corrida a partir da box.
Durante a sprint, Alonso foi o único piloto a abandonar a prova devido a problemas técnicos, enquanto Stroll conseguiu terminar em 16.º lugar, numa corrida onde apenas 21 pilotos viram a bandeira a xadrez. Mas os problemas do Aston Martin não terminaram aí.
Poucos minutos antes da qualificação principal, duas situações complicadas ocorreram em rápida sucessão. Primeiro, Fernando Alonso foi libertado da box para a pista numa manobra perigosa, quase colidindo com o Alpine de Franco Colapinto. Este lançamento inseguro está agora sob investigação dos comissários. Em paralelo, Lance Stroll entrou na pit lane com um componente do carro — uma cobertura da roda — solto e a baloiçar, levantando sérias questões de segurança. Os stewards decidiram também abrir um inquérito para apurar as razões desta falha e se houve negligência na preparação do carro.
Este fim de semana de horror para o Aston Martin em Montreal destaca uma série de falhas técnicas e estratégicas que ameaçam comprometer seriamente a campanha da equipa nesta temporada. Com duas investigações em curso, a pressão aumenta para que a formação consiga recuperar a sua credibilidade e desempenho nas próximas corridas. A equipa britânica está perante uma encruzilhada crítica e terá de responder rapidamente para evitar que este ciclo negativo se prolongue ainda mais.




