Lewis Hamilton lança um aviso claro após a Sprint do Grande Prémio do Canadá: a Mercedes continua a dominar os retas, deixando a Ferrari e a sua SF-26 numa luta desigual. No Circuito Gilles Villeneuve, em Montreal, o britânico demonstrou garra e talento, mas não conseguiu ultrapassar a barreira tecnológica que separa o motor Mercedes do da escuderia italiana.
Na corrida curta que antecedeu a prova principal, Hamilton partiu com determinação, ultrapassando Oscar Piastri logo na largada e ameaçando Kimi Antonelli, que acabou por gastar demais os pneus a tentar defender a posição. Contudo, a Ferrari, que já se sabe ser a terceira força em pista, não conseguiu acompanhar o ritmo das máquinas germânicas. No final, Hamilton viu-se ultrapassado por Piastri numa manobra arrojada na chicane antes da linha de meta, e ainda perdeu a quinta posição para o ataque de Charles Leclerc, seu colega de equipa. O resultado final foi um sexto lugar que espelha as limitações da SF-26 face às Mercedes.
Lewis Hamilton não esconde a frustração com a diferença de desempenho evidenciada. Em declarações à Sky Sport F1, o piloto britânico foi direto: “Nós não temos o ritmo nas retas para competir com as Mercedes, isso está claro. Perdemos demasiado nas zonas de alta velocidade.” Apesar disso, Hamilton ressalvou o bom comportamento da sua máquina nas curvas, onde a Ferrari tem mostrado velocidade e equilíbrio: “A Mercedes beneficiou das atualizações, mas nós estamos a lutar. Simplesmente não somos rápidos o suficiente para recuperar o que perdemos nas retas.”
O piloto da Mercedes admitiu ainda a dificuldade em manter posições contra os carros equipados com a sua unidade motriz: “Tentei aguentar a posição, mas com os motores Mercedes é praticamente impossível.” No entanto, o otimismo não está perdido: “Estamos a pressionar forte, sinto-me bem com o carro e espero fazer uma qualificação sólida.”
A batalha no Canadá deixa claro que, para a Ferrari sonhar com o topo do pódio, será urgente reduzir a desvantagem no motor. Enquanto isso, Hamilton e a Mercedes continuam a ditar o ritmo, especialmente nas zonas onde a potência é decisiva. A próxima sessão de qualificação será crucial para perceber se a Ferrari consegue encurtar distâncias ou se a vantagem germânica permanece inabalável.




