Kimi Antonelli venceu o Grande Prémio da Bélgica em Spa-Francorchamps, assegurando a oitava vitória da Mercedes em dez corridas na temporada 2026. Apesar do domínio da equipa das Flechas Prateadas, surgiram polémicas em torno do desempenho do motor Mercedes, especialmente após declarações do chefe da equipa, Toto Wolff, que afirmou ter a unidade motriz mais poderosa na grelha.
No Grande Prémio da Bélgica, Antonelli cruzou a linha de meta na frente, consolidando o sucesso da Mercedes nesta fase do campeonato. Contudo, o processo da FIA denominado ADUO, que avalia as oportunidades de desenvolvimento dos motores, classificou o motor da Mercedes apenas como o segundo melhor, atrás do novo projeto da Red Bull Powertrains Ford. Esta classificação impede a Red Bull de introduzir melhorias na sua unidade motriz ao longo da temporada, o que tem gerado descontentamento na equipa austríaca, que ainda não venceu nenhuma corrida sob os regulamentos atuais.
Após a corrida, Toto Wolff afirmou em entrevista à Sky Sports: “Temos a unidade motriz mais poderosa, um carro forte que é capaz de vencer.” Estas palavras levaram o comentador Karun Chandhok, também da Sky, a sugerir que a Red Bull deveria contactar a FIA para clarificar esta situação. Chandhok declarou: “Se fosse Red Bull, ligava imediatamente para a FIA. Ou a Red Bull tem realmente o melhor motor, o que seria um feito para um projeto novo, ou perdeu uma batalha política porque a Mercedes recebeu aquela atualização. De qualquer forma, a Red Bull sai a perder.”
Importa salientar que a avaliação que colocou a Red Bull em primeiro lugar teve em conta apenas a potência do motor de combustão interna, não considerando a unidade motriz completa. Apesar do poder anunciado do motor Mercedes, a equipa tem enfrentado problemas de fiabilidade, que afetaram especialmente George Russell. O piloto britânico abandonou a prova de Spa logo na primeira volta após um contacto com Lewis Hamilton. Russell considerou o incidente uma situação normal de corrida, mas frisou que a falha do motor o colocou numa posição vulnerável.
Russell explicou à Sky Sports: “Fui completamente ultrapassado na reta. Perdi três posições até à Curva 5 e depois o incidente foi um incidente de corrida. Talvez eu pudesse ter aberto mais, talvez o Hamilton pudesse ter travado mais. O incidente não teria acontecido se eu tivesse a velocidade necessária na reta.”
A polémica em torno da potência dos motores e das decisões da FIA promete manter-se em destaque nas próximas etapas do campeonato, com a Red Bull a pressionar por esclarecimentos e a Mercedes a defender o seu desempenho. A próxima corrida será decisiva para perceber se estas questões técnicas e políticas afetarão o equilíbrio de forças na Fórmula 1 em 2026.
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