George Russell teve um desaire logo na primeira volta do Grande Prémio da Bélgica, após um toque com Lewis Hamilton na curva 5 que o obrigou a abandonar a prova. O britânico, que largou com ambições de lutar pela liderança, viu-se afastado da corrida mal arrancou, enquanto Hamilton prosseguiu para terminar na quarta posição, ascendendo assim ao segundo lugar do campeonato, ultrapassando o seu companheiro de equipa.
O incidente aconteceu numa corrida de 44 voltas no circuito de Spa-Francorchamps, onde Russell revelou à Sky Sports F1 sentir-se frustrado: “O incidente não deveria ter acontecido se eu tivesse velocidade na reta… Estou muito, muito desapontado.” O piloto de 28 anos explicou que sentiu uma perda súbita de potência logo nas primeiras voltas, o que comprometeu completamente a sua prova. “Agradeço o esforço de toda a gente para resolver o problema, mas estava em boa posição para lutar na frente e de repente perdi toda a potência.” Apesar das dificuldades, Russell descartou a ideia de que o seu estilo de condução tivesse sido a causa do problema, embora o director da equipa Mercedes, Toto Wolff, tenha sugerido que a culpa poderia estar partilhada entre o motor e o piloto. Wolff comentou: “Estas coisas podem acontecer, esteja-se na frente, no meio ou atrás do pelotão. O George teve um fim-de-semana difícil. Provavelmente metade foi devido à unidade de potência que não esteve ao nível esperado e a outra metade pode estar relacionada com a condução.”
Com o Grande Prémio da Hungria a aproximar-se, a equipa Mercedes enfrenta o desafio de resolver rapidamente os problemas de potência que afetaram Russell em Spa. Contudo, o antigo director de equipa e analista Peter Windsor aconselhou o piloto britânico a afastar-se do simulador da marca para melhorar o seu desempenho. Num vídeo divulgado nas redes sociais, Windsor criticou a dependência excessiva nos dados do simulador, especialmente quando a aderência simulada não corresponde à realidade do circuito: “Spa é um circuito onde chove e a pista muda muito. É preciso ir com a mente aberta.” Acrescentou ainda que Russell deveria focar-se mais na sensação do carro e do asfalto, tal como o jovem Kimi Antonelli, e não tanto nos dados telemétricos: “Ele tem de sentir o carro, perceber a pista e conduzir. É isso que o George precisa de aprender.”
O conselho de abandonar o simulador não é inédito na Fórmula 1. Lewis Hamilton, sete vezes campeão do mundo, teve de deixar de o usar esta temporada na Ferrari para resolver os seus próprios problemas. Desde então, Hamilton conquistou a sua primeira vitória com a equipa italiana e subiu ao segundo posto no campeonato, o que poderá ser um exemplo a seguir para Russell caso queira recuperar a competitividade e manter-se na luta pelo título. A próxima prova no circuito de Hungaroring será um novo teste para a Mercedes e para o piloto britânico, que terá de encontrar rapidamente soluções para regressar ao topo da classificação.
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