Kimi Antonelli surpreendeu ao conquistar a pole position no Grande Prémio da Bélgica, batendo Max Verstappen por 0,317 segundos numa qualificação marcada por estratégias aerodinâmicas e diferenças técnicas entre Mercedes e Red Bull.
No circuito de Spa-Francorchamps, Antonelli registou um tempo de 1m44,523s, superando Verstappen que ficou na segunda posição. A sessão de qualificação Q3 foi interrompida brevemente devido a detritos na pista após um deslize de Oscar Piastri, mas isso não impediu a luta acesa entre os dois pilotos. Na primeira tentativa, Lando Norris liderava com 1m44,801s, seguido de Antonelli, Leclerc e Verstappen, separados por apenas 0,183 segundos. Contudo, a penalização de motor afastou Norris da corrida pela pole, deixando o duelo entre Antonelli e Verstappen para a segunda passagem.
O momento decisivo surgiu com a colaboração aerodinâmica do colega de equipa de Verstappen, Isack Hadjar, que lhe proporcionou um ‘tow’ na reta entre Blanchimont e a chicane Bus Stop. Verstappen reconheceu a importância deste apoio, afirmando que não teria alcançado a primeira fila sem ele: «Ele fez um trabalho incrível. Pensei que estava demasiado perto, mas acabou por funcionar até à última curva. Foi apertado, mas confiei nele». Apesar do elogio, os dados revelam que Verstappen só melhorou em cerca de um décimo no setor final, denotando que o ‘tow’ não foi o único factor determinante.
A análise dos tempos por setores mostrou a superioridade do italiano naqueles momentos cruciais. Antonelli foi mais rápido no primeiro setor, melhorando de 30,206s para 30,160s, enquanto Verstappen passou de 30,520s para 30,443s. No setor intermédio, onde Mercedes tradicionalmente apresenta maior força, Antonelli conseguiu tirar quase meio segundo na segunda tentativa, um ganho que manteve até ao fim da volta. Verstappen melhorou ligeiramente, mas não o suficiente para ultrapassar o italiano.
As diferenças técnicas entre as duas equipas ficaram evidentes ao longo da qualificação. A Mercedes apresentou uma vantagem de velocidade nas zonas de reta, nomeadamente na reta principal e na descida até Eau Rouge, enquanto Red Bull beneficiava de um motor de combustão interna avaliado como superior segundo o framework da FIA. No entanto, Antonelli soube capitalizar melhor as curvas, especialmente em Raidillon, onde conseguiu manter uma velocidade mais elevada apesar de ambos os pilotos manterem o acelerador a fundo.
Antonelli explicou a sua estratégia: «Em todas as curvas tentei levar mais velocidade. Foi difícil porque o super clipping estava a mudar as referências, mas na última volta tentei manter mais velocidade em todos os pontos e o carro agarrou. Estou satisfeito com isso». Esta abordagem técnica e consistente foi decisiva para garantir a pole, destacando a sua habilidade em maximizar o desempenho do monolugar em condições exigentes.
Com esta qualificação, Antonelli assume uma posição de destaque para a corrida do Grande Prémio da Bélgica, enquanto Verstappen terá de confiar na sua capacidade para recuperar na prova. A batalha entre Mercedes e Red Bull mantém-se renhida, com nuances técnicas que prometem influenciar o desenrolar do campeonato.
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