Carlos Sainz exige revisão às regras da fórmula 1 por desempenho insuficiente

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Carlos Sainz lançou duras críticas às novas regras da Fórmula 1, afirmando que a sua implementação “nunca devia ter acontecido”. O piloto da Williams terminou a qualificação para o Grande Prémio da Bélgica, disputado no circuito de Spa-Francorchamps, na 15.ª posição, superando o companheiro de equipa Alex Albon, que ficou em 17.º e falhou o acesso à Q2.

Este ano, a qualificação sofreu alterações significativas com o limite da bateria dos motores híbridos 50-50, fixado em sete megajoules. O objectivo é evitar cargas excessivas durante as voltas lançadas e promover uma condução mais consistente a fundo. No entanto, esta regulamentação tem criado dificuldades a equipas como a Aston Martin, que possuem unidades motrizes com menor capacidade de retenção de energia, colocando em risco a sua passagem à corrida, especialmente em circuitos de alta velocidade, devido à regra dos 107 por cento.

Sainz sublinhou a insatisfação geral com este formato: “Acho que ninguém está a desfrutar da qualificação tanto como no ano passado. Está claro que perdemos bastante com estes carros em Spa.” Apesar da crítica, o piloto mostrou-se cauteloso: “Não quero continuar a menosprezar o meu próprio desporto porque isso não ajuda.”

O espanhol reforçou que a situação atual “não é boa o suficiente” e que é “preciso mudar”, antecipando uma evolução progressiva das regras: “Espero que no próximo ano seja um passo melhor, e no seguinte outro passo melhor.” Sobre as decisões tomadas nas simulações de 2022 e 2023, Sainz foi incisivo: “Quem viu essas simulações e aceitou isto precisa de rever o que aconteceu, porque nunca devia ter acontecido.”

Apesar das críticas, Sainz reconhece que o campeonato continua a oferecer corridas emocionantes e que o desporto está em crescimento: “Agora estamos aqui, a ter algumas corridas emocionantes, o desporto continua a crescer. É tempo de seguir em frente.”

A Fórmula 1 prepara-se para um novo ciclo de alterações a partir do próximo ano, com uma maior aposta no motor de combustão, numa tentativa da FIA e dos responsáveis do campeonato para aumentar o espectáculo e corrigir os problemas identificados nas primeiras provas da época.

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