A McLaren vai finalmente receber a mais recente unidade motriz da Mercedes no Grande Prémio da Bélgica, este fim de semana. A equipa britânica, uma das quatro clientes da Mercedes HPP, era a única que ainda não tinha adoptado esta nova versão do motor, já utilizada pela Alpine e Williams desde o Grande Prémio da Grã-Bretanha.
A actualização fornecida pela Mercedes HPP não confere uma melhoria de desempenho, mas sim um avanço significativo em termos de fiabilidade. Pilotos da marca alemã, como George Russell e Kimi Antonelli, sofreram falhas que os obrigaram a abandonar as provas no Canadá e em Barcelona, respectivamente, tendo utilizado já este motor durante o Grande Prémio da Áustria. A Alpine e a Williams optaram por usar o motor novo em Silverstone, o que suscitou questões sobre a estratégia da McLaren. Andrea Stella explicou que essas equipas tinham uma maior necessidade do motor naquela altura, enquanto Zak Brown acrescentou que, devido ao ciclo de utilização dos componentes do motor, não fazia sentido para a McLaren introduzir a actualização no Grande Prémio britânico.
Lando Norris, piloto da McLaren, enfrentou um problema na bateria durante o Grande Prémio de Mónaco, e tanto ele como o companheiro de equipa Oscar Piastri não conseguiram largar em Xangai devido a falhas na unidade motriz, com Piastri mesmo a ser retirado da grelha. Para a Bélgica, ambos usarão uma nova unidade do Motor de Combustão Interna (ICE), a terceira da temporada, sem penalizações na grelha, visto que o regulamento permite quatro unidades sem consequência.
Além do motor, a McLaren irá estrear uma nova asa traseira que será avaliada durante os treinos livres em Spa-Francorchamps. Esta actualização estava prevista desde o Grande Prémio da Áustria, mas não foi utilizada devido a preocupações da equipa. Neil Houldley, director técnico de engenharia aplicada da McLaren, comentou: “A nossa preparação tem sido rigorosa, com um trabalho extensivo de simulação para antecipar o que sabemos ser um fim-de-semana muito exigente na gestão de energia.” Acrescentou ainda que, apesar da equipa estar confiante na melhoria de desempenho proporcionada pela nova asa traseira, não esperam grandes mudanças na competitividade após um difícil Grande Prémio da Grã-Bretanha.
O Grande Prémio da Bélgica apresenta-se como um verdadeiro desafio para a gestão de energia, sendo um dos circuitos mais exigentes nesse aspecto do calendário da Fórmula 1. Houldley prevê “um elevado recurso ao modo super clip, que vai testar tanto o carro como os pilotos”. A meteorologia incerta, com possibilidade de chuva, traz também dificuldades adicionais, mas é vista como uma oportunidade valiosa para a equipa entender melhor o comportamento do carro em condições de baixa aderência, informação que poderá ser crucial para o restante da época.
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