Alpine pondera troca de pilotos após desempenho desigual em 2026
Franco Colapinto vê o seu lugar na Alpine em risco, com o futuro do jovem piloto a ser alvo de avaliação pela equipa francesa. Apesar de um início difícil na temporada passada, em que não marcou qualquer ponto em 18 corridas, 2026 tem sido mais promissor para Colapinto, que já soma 18 pontos no Mundial de Fórmula 1. Contudo, esta pontuação mantém-no apenas na 13.ª posição do campeonato, atrás do seu companheiro Pierre Gasly, que acumula 42 pontos e ocupa o 9.º lugar.
A diferença entre os dois pilotos é notória, não só nos pontos, mas também no confronto direto, com Gasly a vencer nove dos treze duelos em qualificação para sprints e grandes prémios, um indicador claro da superioridade do francês em termos de velocidade pura. Esta disparidade tem colocado em dúvida a continuidade de Colapinto na Alpine para a próxima temporada, uma vez que o seu contrato termina no final do ano.
Steve Nielsen, diretor-geral da Alpine, abordou o assunto durante a conferência de imprensa do Grande Prémio da Grã-Bretanha, afirmando que a permanência de Colapinto dependerá do desempenho que apresentar até ao final da temporada. “Todos querem mais. Acho que o Franco é um piloto que começou devagar, atrevo-me a dizer. Ele está a melhorar. Já fez algumas boas corridas este ano. Miami foi bom. China foi bom. Está a evoluir”, comentou Nielsen.
O responsável da equipa deixou claro que a decisão final será tomada com base no mérito: “Se ele for bom o suficiente, ficará; se não, haverá uma opção melhor. Isto é a Fórmula 1.” Estas palavras sublinham a pressão que Colapinto enfrenta para consolidar a sua posição num campeonato cada vez mais competitivo.
Com a temporada de 2026 em curso, a Alpine terá que avaliar cuidadosamente as performances dos seus pilotos para definir o plantel para o próximo ano. Esta decisão poderá ter impacto direto na estratégia da equipa e na sua capacidade de lutar por melhores resultados no campeonato. Franco Colapinto sabe agora que o seu futuro depende da sua evolução nas próximas corridas e da sua capacidade de superar o desempenho do companheiro de equipa.
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A revisão do desporto motorizado é assinada por Diogo Soure, jornalista com longo percurso em televisão e passagem pela SIC, onde foi um dos responsáveis pelo programa Volante. A responsabilidade editorial das restantes áreas é de Ricardo Marques Carvalho, jornalista de automóveis e membro português do júri do International Truck of the Year.