George Russell admite défice que afasta título na fórmula 1

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George Russell admitiu que não está em condições de lutar pelo título mundial de Fórmula 1 enquanto não resolver os problemas de performance que afetam o seu Mercedes, mesmo após ter garantido um segundo lugar algo fortuito no Grande Prémio da Grã-Bretanha. O seu companheiro de equipa, Kimi Antonelli, lidera o campeonato de pilotos com 25 pontos de vantagem, apresentando performances consistentemente superiores.

Na corrida disputada em Silverstone, Russell teria provavelmente terminado na quinta posição numa situação normal, a mais de meio minuto de Antonelli e atrás de dois Ferraris e um Red Bull mais lentos. “Não vou lutar pelo campeonato se as performances continuarem assim”, afirmou o piloto britânico, visivelmente preocupado com a situação. Russell destacou ainda problemas de velocidade em linha reta e dificuldades no comportamento do carro durante o fim de semana: “Há muitas coisas que não conseguimos entender, desde a velocidade em linha reta no sábado até ao desempenho insuficiente na corrida.”

Apesar de ter vencido o Grande Prémio da Áustria poucos dias antes, Russell mostrou-se insatisfeito com a sua forma de conduzir, que teve de ser adaptada para proteger os pneus. “Conduzi de uma forma diferente e anormal para proteger os pneus, e funcionou, mas preciso de compreender isto. Já não tenho o mesmo controlo que tinha nos anos anteriores”, revelou após a prova no Red Bull Ring. O piloto explicou que os pneus para 2026 são mais pequenos e requerem pressões mais elevadas, o que compromete a aderência, especialmente nos pneus da frente — um ponto crucial para o seu estilo de condução, que depende de superfícies com elevado grip.

Russell tem demonstrado dificuldades em encontrar um ritmo fluído em condições de baixo grip, o que se notou claramente em Silverstone, onde a combinação de falta de energia e superfície quente e pouco aderente agravou os seus problemas. A análise comparativa da sua volta rápida no Q3 com a de Antonelli revelou que, apesar de velocidades semelhantes em algumas curvas, Russell perde tempo significativo nas retas e nas zonas de aceleração. Por exemplo, na reta de Hangar, a diferença de velocidade máxima foi de 303 km/h para Antonelli contra 298 km/h para Russell, o que lhe custou 0,157 segundos.

Estas perdas derivam do maior recurso aos travões por parte do piloto britânico, que passa mais de 11% da volta a travar, contra pouco mais de 9% do seu colega. Esta maior travagem reduz o seu momento, obrigando-o a gastar mais energia na aceleração subsequente, o que se traduz num consumo mais rápido da bateria e numa maior perda de tempo em todo o circuito. Russell explicou que esta situação resulta da falta de sensibilidade nos pneus dianteiros, que o impede de confiar e comprometer totalmente nas travagens e nas entradas em curva.

O impacto psicológico de ver Antonelli a ser rápido em qualquer superfície não é menor, pressionando Russell num campeonato que exige uma forte resiliência mental. Contudo, o piloto britânico continua determinado a encontrar soluções e recuperar competitividade. Antonelli é reconhecido como um talento especial, mas Russell acredita que é possível voltar a competir ao mais alto nível quando conseguir decifrar os desafios técnicos atuais. O futuro do campeonato poderá depender da capacidade do piloto da Mercedes em ultrapassar estas dificuldades e reagir à pressão que enfrenta.

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