Aston Martin F1 enfrenta desafios com motor honda e liderança de Newey

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Aston Martin tem vivido um início de temporada difícil em 2026, com problemas de fiabilidade e potência no motor Honda a impedir Lance Stroll e Fernando Alonso de se destacarem nas provas. Apesar deste cenário, o ambiente dentro da equipa mantém-se estável, segundo revelou Pedro de la Rosa, embaixador e assessor da Aston Martin, numa entrevista exclusiva.

Na atual temporada do Campeonato do Mundo de Fórmula 1, a Aston Martin tem lutado para encontrar competitividade com o seu AMR26. A dupla de pilotos tem enfrentado dificuldades para completar sessões, ficando frequentemente na cauda do pelotão. Contudo, há já planos e melhorias a caminho, tanto em termos de actualizações do chassis desenhado por Adrian Newey como no desempenho do motor Honda.

De la Rosa destacou que a moral dentro do grupo não se alterou, mesmo perante as adversidades. “Não diria que houve uma mudança de ambiente. Tem sido o mesmo desde o início da temporada. Sabíamos que estávamos longe do nosso objetivo e desde então a equipa montou um plano. Estamos a trabalhar para isso, sabendo que passamos por um período difícil sem introduzir melhorias no carro, o que é doloroso, mas o ambiente mantém-se intacto.” O antigo piloto realçou ainda a união da equipa e a confiança no processo: “Quando as coisas não são fáceis é quando tudo pode ruir, mas mantivemo-nos juntos e confiantes que conseguiríamos dar a volta.”

Adrian Newey, nome lendário do design na Fórmula 1, exerce um papel singular na Aston Martin, acumulando as funções de director da equipa e parceiro técnico-gerente. De la Rosa sublinhou a importância da transparência e comunicação direta do britânico de 67 anos: “Newey é extraordinário, sem filtros, é assim que ele é na fábrica e nas interacções com Lance e Fernando. Essa transparência é fundamental para manter a calma dentro da organização, porque todos sabem o que se está a fazer e quando.”

O espanhol recordou a sua experiência passada com Newey na McLaren, destacando a obsessão do técnico por compreender todos os detalhes que impedem a melhoria do desempenho: “Ele sempre quis saber por que não se podia ir mais rápido, algo que nenhum sensor ou dado consegue mostrar a um engenheiro.”

Com estas declarações, fica claro que a Aston Martin aposta numa liderança firme e numa estratégia de longo prazo para superar as dificuldades iniciais. A equipa prepara-se para introduzir actualizações no AMR26 e espera melhorias no motor Honda, numa tentativa de recuperar terreno nas próximas provas do campeonato. Enquanto isso, os pilotos mantêm a concentração, confiantes na capacidade da equipa para inverter a situação.

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