Laurent Mekies rejeita rumores de táticas conjuntas entre Red Bull e Racing Bulls

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A polémica intensificou-se no paddock da Fórmula 1 após novas acusações de favorecimento estratégico entre a Red Bull Racing e a sua equipa-irmã Racing Bulls, mas Laurent Mekies reagiu de imediato, rejeitando categoricamente qualquer conflito de interesses e classificando as insinuações de “jogo” e “situações ridículas”.

Na sequência do Grande Prémio de Miami, onde Max Verstappen ultrapassou Liam Lawson com aparente facilidade, reacenderam-se os debates sobre a suposta colaboração entre as duas equipas detidas pela Red Bull. A Racing Bulls, anteriormente conhecida como Toro Rosso e AlphaTauri, ocupa há 21 temporadas o estatuto de equipa-satélite desde a aquisição da antiga Minardi em 2005. Apesar de ambas operarem sob o mesmo grupo empresarial, Mekies sublinhou que funcionam como entidades completamente separadas e que cumprem rigorosamente os regulamentos da FIA, designadamente no que respeita à partilha de dados e componentes aerodinâmicos.

A pressão aumentou com as declarações de Zak Brown, CEO da McLaren, que voltou a afirmar que a relação entre Red Bull e Racing Bulls é “injusta” face às outras nove equipas do campeonato. Toto Wolff, director da Mercedes-AMG Petronas, reforçou esta posição, considerando que a ligação directa entre as duas equipas representa uma vantagem competitiva desleal. Contudo, os factos do circuito falam por si: na última prova, Verstappen cruzou a meta em primeiro lugar, com uma volta rápida de 1:30.123, enquanto o melhor Racing Bulls terminou fora dos pontos, a mais de 50 segundos do vencedor. As diferenças de performance continuam evidentes, afastando o argumento de uma colaboração prática em pista.

A importância deste tema no contexto do campeonato é transversal. Com Red Bull a liderar confortavelmente tanto em pilotos como em construtores, qualquer insinuação de manipulação entre as equipas é imediatamente escrutinada. Adicionalmente, o movimento de Laurent Mekies da Racing Bulls para a estrutura principal da Red Bull na sequência da saída abrupta de Christian Horner gerou suspeitas quanto à proximidade operacional entre ambas. No entanto, Mekies fez questão de esclarecer que “existe uma regulamentação extremamente precisa e detalhada sobre a transferência de pessoal e o período mínimo de ‘gardening leave’ entre equipas”, garantindo que “não só respeitamos as regras da FIA, como impomos internamente prazos ainda mais rigorosos para evitar qualquer dúvida”.

Mekies, em resposta directa às críticas, reiterou num briefing após o Grande Prémio: “Estamos a apoiar 11 equipas a competir de forma independente em pista. Trata-se de garantir, através do regulamento, que as equipas actuam sem interferências externas. Não interessa se são co-propriedade, se têm o mesmo motor, a mesma caixa de velocidades ou as mesmas suspensões – todos têm de competir de forma independente.” O francês reforçou ainda que “seríamos mais do que tolos, sabendo toda a atenção mediática sobre este tema, se tentássemos uma abordagem que não fosse compatível com os regulamentos desportivos”.

O debate sobre componentes partilhados não é novo na Fórmula 1. A Mercedes, por exemplo, fornece unidades motrizes a McLaren, Williams e Alpine, e todas actuam de forma autónoma. Mekies apelou a uma comparação justa, lembrando que “a análise dos dados de interacção em pista entre Racing Bulls e Red Bull mostra que, desde o início do ano, existem inúmeros exemplos de lutas directas, precisamente porque o nosso carro não era competitivo no arranque da temporada”.

A FIA, até ao momento, não fez qualquer referência a investigações ou preocupações relativamente à relação entre as duas equipas, afastando oficialmente qualquer suspeita de incumprimento dos regulamentos. Ainda assim, o tema promete continuar a aquecer nas próximas rondas do campeonato, especialmente com a aproximação do Grande Prémio da Áustria, onde as equipas procuram consolidar posições antes da pausa de Verão.

A próxima prova, no Red Bull Ring, será determinante para as aspirações tanto da Red Bull como da Racing Bulls, que tentam inverter o ciclo de resultados e afastar-se das suspeitas. Para já, a Red Bull mantém-se na frente, mas a pressão dos rivais, especialmente McLaren e Mercedes, pode agitar as contas do campeonato nas próximas semanas. O debate sobre equipas-irmãs e partilha de recursos está longe de terminar e promete continuar a alimentar manchetes e discussões nos bastidores da Fórmula 1.

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