Meyer Shank lidera treinos da IndyCar em road america com Rosenqvist e Armstrong

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Felix Rosenqvist e a Meyer Shank Racing voltaram a mostrar-se em excelente forma ao dominarem a sessão de treinos livres de sexta-feira do XPEL Grande Prémio de Road America, apenas três semanas depois da histórica vitória na 110.ª edição das 500 Milhas de Indianápolis. Contudo, foi Marcus Armstrong, da Meyer Shank Racing, que roubou os holofotes ao assinar a volta mais rápida do dia, colocando a concorrência em alerta para o que aí vem no emblemático circuito norte-americano.

Armstrong, ao volante do Honda número 66, conseguiu um tempo de 1:44.2714 na melhor das suas voltas ao traçado de 4,014 milhas e 14 curvas, superando o seu colega de equipa, Felix Rosenqvist, que ficou a escassos 0,0787 segundos, com 1:44.3501. O campeão em título e líder do campeonato, Alex Palou, da Chip Ganassi Racing, fechou o top 3 com um tempo de 1:44.3659, também ao comando de um Honda. No fecho do treino, os cinco primeiros completaram-se com Pato O’Ward (Chevrolet, 1:44.3688), Nolan Siegel (Chevrolet, 1:44.4328) e Caio Collet (Chevrolet, 1:44.4651), numa sessão marcada pelo equilíbrio entre as duas motorizações.

Esta sessão revelou indicativos importantes para o campeonato. A Meyer Shank Racing, que ainda celebra o triunfo nas 500 Milhas, mostrou que está longe de se acomodar, mantendo-se competitiva noutra pista de referência do calendário da IndyCar. Armstrong, que se encontra a disputar a sua primeira época completa, não só confirmou o potencial do Honda como reforçou a sua candidatura a um lugar entre os habituais protagonistas. Para Palou, terceiro classificado, o resultado é fundamental para consolidar a liderança do campeonato, mantendo a pressão sobre os rivais em mais uma etapa crucial.

Após o treino, Marcus Armstrong não escondeu o seu contentamento, apesar das dificuldades físicas. “É óptimo liderar a sexta-feira aqui em Elkhart Lake”, afirmou o neozelandês, visivelmente debilitado. “O carro está fantástico. Estou doente como um cão, mas provei a mim próprio que consigo ser rápido com apenas duas horas de sono. Não é grave, está aberta a época da gripe. É bom sair dos pneus pretos e ser rápido e depois montar os vermelhos e continuar rápido, por isso está tudo bem.” As palavras de Armstrong refletem não só a satisfação com o desempenho, mas também a confiança na afinação da Meyer Shank Racing com ambos os tipos de pneus.

Felix Rosenqvist, segundo mais rápido, reforçou a solidez da equipa. Alex Palou, por sua vez, destacou as exigências do traçado: “Cada volta, divirto-me imenso nesta pista”, comentou o espanhol. “É um desafio. Nunca é fácil juntar uma boa volta em Road America, mas é muito divertido. Com os pneus alternativos, esperávamos uma diferença maior. Vai ser interessante para a qualificação e para a corrida encontrar o equilíbrio certo. É isto que mais apreciamos, especialmente quando temos um carro rápido.” Palou mantém, assim, o foco na consistência, ciente de que qualquer detalhe pode ser decisivo na luta pelo título.

A sessão de treinos ficou ainda marcada pela presença de Felipe Nasr, piloto habitual da Porsche Penske Motorsport no IMSA, de prevenção para substituir Josef Newgarden, ainda a recuperar da lesão no pé esquerdo sofrida no acidente da Indy 500. “Tenho muito respeito pelo que o Josef está a tentar fazer, dadas as circunstâncias”, referiu Nasr. “Como colega de equipa, tenho de estar preparado e apoiar a equipa no que for necessário. Preparei-me no simulador, estive com a equipa e estudei toda a parte híbrida e regenerativa. Sempre quis ter uma oportunidade na IndyCar, testei o carro no passado e foi uma honra ser chamado como primeira opção.” Nasr sublinha o espírito de equipa e a vontade de agarrar qualquer oportunidade, caso se confirme a ausência de Newgarden.

No que diz respeito ao andamento do treino, a maioria dos pilotos reservou pneus nos primeiros 20 minutos, resultando numa pista pouco movimentada, com apenas 11 carros em rodagem inicial. Pato O’Ward foi o primeiro a marcar um tempo de referência, mas a tabela de tempos mexeu-se constantemente, com Rosenqvist e Palou a alternarem nas posições cimeiras. A única interrupção significativa veio de Sting Ray Robb, que perdeu o controlo do seu Juncos Hollinger Chevrolet e foi penalizado em cinco minutos após provocar a bandeira vermelha na Curva 14.

Com 419 voltas completadas no total da sessão e uma diferença de menos de dois décimos a separar os três primeiros, antecipa-se uma qualificação renhida e uma corrida imprevisível. O XPEL Grande Prémio de Road America realiza-se já este domingo e promete baralhar as contas do campeonato. Palou parte com a liderança reforçada, enquanto Armstrong e Rosenqvist mostram argumentos para lutar por pódios e eventuais vitórias, num campeonato que continua a surpreender pela competitividade e equilíbrio. A próxima ronda poderá ser decisiva para definir os verdadeiros candidatos ao título da IndyCar em 2024.

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