Honda define metas essenciais e destaca evolução com Aston Martin na F1

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A Aston Martin conquistou finalmente um ponto valioso no Grande Prémio do Mónaco, fruto da resiliência de Fernando Alonso, após um início de temporada marcado por dificuldades técnicas e resultados aquém das expectativas. O AMR26, desenvolvido em parceria com a Honda, tem passado grande parte das provas nas últimas posições, mas sinais claros de evolução começam a emergir, alimentando a esperança de melhores resultados nas próximas rondas do Campeonato do Mundo de Fórmula 1.

No exigente traçado do Mónaco, Alonso cruzou a meta em 10.º lugar, conquistando o primeiro ponto da época para a equipa de Silverstone. O espanhol terminou a prova a 1m10s do vencedor, Max Verstappen, evidenciando a diferença ainda existente para os líderes. Lance Stroll, por sua vez, ficou fora dos pontos, sublinhando as dificuldades sentidas pelo conjunto britânico-nipónico. Este resultado surge após sucessivos problemas no início da temporada, nomeadamente na Austrália, onde ambos os pilotos sofreram com vibrações no novo motor Honda – uma situação que chegou a ser descrita pelo director técnico, Adrian Newey, como potencialmente perigosa para a saúde dos pilotos, devido ao risco de lesões nervosas permanentes.

Apesar deste arranque atribulado, a colaboração entre Aston Martin e Honda começa a dar frutos. As melhorias na fiabilidade e no desempenho do conjunto têm sido evidentes, com a unidade motriz a permitir finalmente que Alonso e Stroll completem as corridas sem limitações físicas. O objectivo passa agora por consolidar esta evolução, aproveitando o novo regulamento de Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Actualização (ADUO) que permitirá à Honda introduzir uma nova especificação de motor ainda esta época.

Shintaro Orihara, engenheiro-chefe da Honda na pista, destacou, em declarações exclusivas durante o Grande Prémio do Mónaco, a importância da relação aberta e construtiva com a Aston Martin: “Mesmo tendo passado por um inverno difícil nos testes, a nossa relação manteve-se sempre boa e aberta, graças ao carácter do Mike Krack. Ele nunca se queixou à Honda e está sempre disponível para colaborar. O respeito mútuo tem criado um ambiente positivo na pista, sem problemas entre a equipa e a Honda, graças ao grande esforço do Mike.”

Orihara acrescentou ainda: “Começámos de uma posição favorável, mas trabalhar em conjunto, com mente aberta, tem fortalecido a nossa relação corrida após corrida. Também do lado da fábrica, a Aston Martin compreende o tipo de apoio que a Honda necessita para melhorar a fiabilidade e tem-nos dado tudo o que precisamos. Já tivemos várias reuniões entre as fábricas para melhorar a fiabilidade, e a relação tem vindo a fortalecer-se à medida que resolvemos os problemas, passo a passo.”

Quanto ao futuro próximo, Orihara explicou que a introdução do novo motor está dependente do acesso ao programa ADUO, mas sublinhou que a equipa pode continuar a evoluir noutros aspectos enquanto aguarda essa oportunidade: “Se conseguirmos o ADUO, vamos introduzir uma nova especificação de motor, mas até lá a performance não mudará muito. Podemos, no entanto, melhorar a nossa abordagem às corridas, por exemplo ao nível da simulação e da gestão de energia, bem como optimizar os dados para a condução. Mesmo que estejamos atrás, continuamos a aprender e a melhorar a nossa operação na pista. Assim que tivermos o novo motor, vamos maximizar o nosso desempenho e perceber onde estamos, mesmo que não atinjamos imediatamente o nível mais alto. O nosso objectivo fundamental é reforçar a operação de pista até à chegada do novo motor e, aí sim, tirar o máximo partido do que temos.”

A Aston Martin e a Honda enfrentam desafios acrescidos nas próximas provas, sobretudo em circuitos de alta potência, mas procuram capitalizar nos traçados mais lentos, onde as melhorias recentes poderão traduzir-se em resultados mais consistentes. O próximo desafio será o Grande Prémio do Canadá, onde a equipa espera consolidar a sua evolução e, quem sabe, somar mais pontos numa temporada que se adivinha de reconstrução e ambição renovada. No campeonato, a Aston Martin procura recuperar terreno na luta pelos lugares do meio da tabela, numa altura em que o pelotão está mais competitivo do que nunca.

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