Nico Hülkenberg viu escapar-lhe a hipótese de conquistar os primeiros pontos da temporada no Mundial de Fórmula 1, depois de uma penalização de dez segundos o ter relegado do nono para o 13.º lugar no exigente Grande Prémio do Mónaco. O piloto alemão da Audi cruzou a meta entre os dez primeiros, mas um contacto com Carlos Sainz no icónico gancho do Loews viria a deitar por terra as aspirações da marca dos Quatro Anéis, que continua assim “a seco” desde a ronda inaugural em Melbourne.
A prova no traçado citadino do Principado foi marcada por um ritmo tenso e estratégico, com Hülkenberg a demonstrar consistência e velocidade durante o fim-de-semana. O alemão terminou a corrida com um tempo total que lhe garantiria a nona posição, não muito distante do vencedor, mas a penalização aplicada após a bandeira vermelha penalizou-o irremediavelmente. Com esta decisão dos comissários, vários pilotos beneficiaram, incluindo o seu colega de equipa, Gabriel Bortoleto, que subiu ao 11.º lugar. O triunfo no Mónaco pertenceu a Max Verstappen (Red Bull), com Charles Leclerc (Ferrari) e Lando Norris (McLaren) a completarem o pódio. O registo da volta mais rápida ficou nas mãos de Oscar Piastri (McLaren), com 1:14.385.
A penalização sofrida por Hülkenberg adia a recuperação pontual da Audi, que não pontua desde a nona posição de Bortoleto na Austrália. O resultado mantém a equipa alemã fora do top 10 do Campeonato de Construtores, aumentando a pressão numa época em que o desenvolvimento do novo projecto é crucial para o futuro da marca em Fórmula 1. O contacto com Sainz, piloto da Williams, veio agravar uma rivalidade crescente entre ambos, numa disputa intensa pelas posições intermédias, sendo que o próprio Sainz também ficou fora dos pontos após o incidente. Para Hülkenberg, a penalização representa mais uma frustração, sobretudo após uma qualificação promissora.
No final da corrida, Nico Hülkenberg não escondeu o desapontamento: “É uma forma decepcionante de terminar o fim-de-semana. Por instantes, parecia que estávamos a aproximar-nos da zona dos pontos, mas a penalização deitou tudo por terra. Após a relargada, com poucas voltas para o final, era inevitável que a situação se tornasse mais intensa. Tive de reagir para evitar o carro à minha frente e desloquei-me para o interior, mas uma vez ali, virei totalmente e não tinha realmente outra escolha. O Carlos estava por fora e acabámos por nos tocar. É frustrante porque o ritmo que mostrámos no início do fim-de-semana era encorajador, mas infelizmente não conseguimos convertê-lo num resultado.” Quem também partilhou o sentimento de frustração foi Gabriel Bortoleto, que viu a sua corrida comprometida logo à partida devido a um problema técnico: “A minha corrida ficou condicionada antes mesmo de começar. Tive um problema enquanto me preparava para as voltas de formação e o carro desligou-se. A equipa fez um excelente trabalho a repô-lo em marcha, mas tive de partir da via das boxes e, em Monte Carlo, isso complica imenso as coisas. Fiquei preso no trânsito durante grande parte da prova e as oportunidades de recuperação são extremamente limitadas. Apesar de tudo, mostrámos um bom andamento e um pacote competitivo ao longo do fim-de-semana. O importante é que ambas as viaturas chegaram ao fim e a equipa trabalhou de forma incansável para reparar os danos das qualificações. Há lições a retirar, mas fico encorajado com os progressos demonstrados.”
Com o desfecho do Grande Prémio do Mónaco, a Audi mantém-se fora dos pontos, aumentando a pressão para a próxima ronda do campeonato, que terá lugar no exigente circuito de Barcelona. O plantel alemão sabe que terá de redobrar esforços para quebrar o jejum pontual e recuperar terreno face à concorrência. A luta pelo meio da tabela continua acesa, com pequenas diferenças a separar as equipas e a cada ponto a ganhar ainda mais valor à medida que o campeonato avança. Para Hülkenberg e Bortoleto, o foco passa agora por transformar o ritmo promissor em resultados concretos, numa época que se antevê crucial para a afirmação da Audi na elite da Fórmula 1.
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