George Russell viveu uma verdadeira odisseia no Grande Prémio de Mónaco, onde uma penalização por excesso de velocidade na via das boxes viria a comprometer toda a sua prova. O piloto da Mercedes apontou uma falha num software como a principal causa do incidente que desencadeou a série de contratempos que o afastaram dos lugares cimeiros.
No arranque da corrida, Russell encontrava-se travado atrás do Red Bull de Isack Hadjar, mas conseguiu ultrapassá-lo graças a uma estratégia de undercut com uma paragem antecipada nas boxes. Contudo, a alegria durou pouco, pois foi imediatamente penalizado por exceder o limite de velocidade na via das boxes, uma infração que afetou também outros pilotos, como Pierre Gasly – que perdeu o terceiro lugar – e Lewis Hamilton, que terminou em segundo.
Russell não planeava voltar a entrar nas boxes, mas o acidente tardio de Lance Stroll, que levou à entrada do safety car, mudou os planos. O britânico entrou para cumprir a paragem, mas não cumpriu corretamente a penalização de cinco segundos. Apesar de ter manifestado a intenção de cumprir a pena na volta seguinte, as regras estipulam que não pode haver trabalho no carro antes do tempo da penalização, o que não foi respeitado pela equipa Mercedes. Assim, foi-lhe aplicada a penalização habitual de passagem pela via das boxes.
Quando a penalização foi comunicada, a corrida foi interrompida por bandeira vermelha, situação que acabou por prejudicar Russell, que caiu para a 13.ª posição na relargada. O seu colega de equipa, Kimi Antonelli, aproveitou para conquistar a quinta vitória consecutiva no campeonato. Esta situação agravou a desvantagem de Russell na tabela de classificações, ficando agora a 68 pontos de Antonelli, depois de não ter pontuado em duas corridas seguidas – a última delas um abandono em Canadá. Hamilton, por sua vez, ultrapassou-o e subiu ao segundo lugar do campeonato.
Em declarações à imprensa, incluindo ao RacingNews365, Russell confessou a sua frustração: “Estou completamente frustrado e a tentar perceber como é que a época está a desenrolar-se.” O piloto explicou que a equipa lhe garantiu que não cometeu erro no excesso de velocidade, mas que tudo se deveu a um problema informático. “Não era o ideal, mas também não era o fim do mundo. Depois, veio a penalização de passagem pela via das boxes por não ter cumprido corretamente os cinco segundos. Houve muita confusão nos momentos finais.”
Russell continuou a descrever o que se passou: “Era suposto ficar na pista, mas a FIA mandou todas as equipas entrarem na via das boxes. Perguntei à equipa: ‘Vou parar?’, mas não tive resposta. Vi os meus pneus prontos e tudo aconteceu tão rápido. Acho que não percebi que tinha de cumprir os cinco segundos. Depois, na rádio, disse que estava disposto a cumprir a penalização na volta seguinte, pois tinha uma vantagem de 20 segundos sobre o Gasly atrás de mim, mas as regras dizem que não cumprimos corretamente a penalização e, por isso, tive de cumprir a penalização de passagem pela via das boxes.”
O piloto da Mercedes concluiu, apontando o impacto da falha técnica: “Provavelmente, por causa do problema no software, ganhei um décimo de segundo na via das boxes, mas acabei por perder 13 posições.”
Este episódio evidencia mais uma vez como a Fórmula 1 está dependente da precisão tecnológica e da comunicação eficaz entre piloto e equipa, onde cada detalhe pode fazer toda a diferença no resultado final. Para George Russell, a aprendizagem é dura, mas a luta pelo campeonato continua.
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