Desastre para um dos pilotos da Mercedes no Mónaco: George Russell penalizado em dia negro

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Domingo negro para George Russell no Grande Prémio de Mónaco, onde o piloto da Mercedes viu-se envolvido numa sucessão de erros que lhe custaram caro, eliminando por completo qualquer hipótese de salvar pontos num fim de semana que tem sido para esquecer. O dia começou a complicar-se ainda antes da relargada, quando Charles Leclerc sofreu um acidente que parecia abrir caminho a Russell para um inesperado duelo pelo pódio com Isack Hadjar. Contudo, a sorte viria a virar-se rapidamente contra o inglês.

Durante a bandeira vermelha levantada na sequência do acidente de Leclerc — provocado por um setor da pista que estava literalmente a desintegrar-se — Russell recebeu uma penalização drive-through por não ter cumprido uma sanção anterior de cinco segundos. A origem desta sanção remonta à primeira penalidade que lhe foi aplicada por exceder o limite de velocidade na pit-lane, uma infração comum a vários pilotos naquele Grande Prémio.

O factor crítico foi a falha da equipa Mercedes e dos seus mecânicos, que, ao realizarem a troca de pneus na W17 durante a paragem em regime de Safety Car, não respeitaram o tempo de espera obrigatório de cinco segundos antes de procederem ao serviço. De acordo com o regulamento da Fórmula 1, a penalidade deve ser cumprida na primeira paragem da prova do piloto sancionado. Caso contrário, a punição agrava-se — exatamente o que aconteceu a Russell.

Este erro não só evidenciou uma falha grave da equipa técnica, como também arruinou as possibilidades do piloto britânico de controlar os estragos num fim de semana desportivo difícil. A imposição da penalização drive-through, num contexto em que a corrida já era caótica, condenou Russell a perder posições e ritmo, tornando impossível qualquer recuperação significativa.

Em suma, o Grande Prémio de Mónaco ficará marcado como um dos mais complicados para George Russell e a Mercedes, sublinhando a importância do rigor da equipa na gestão das penalizações, especialmente num circuito tão exigente e imprevisível como o do Principado. Este episódio reforça a necessidade de máxima atenção e coordenação entre piloto e equipa para evitar erros que podem comprometer toda a corrida.

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