Penalizações por excesso de velocidade arrasam resultado em mónaco

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O Grande Prémio de Mónaco ficou marcado por uma verdadeira enxurrada de penalizações por excesso de velocidade na entrada da box, que alteraram profundamente a classificação final e custaram a Pierre Gasly um lugar no pódio. Um fenómeno pouco comum, mas explicado pela forma como os pilotos têm vindo a cortar a linha branca que delimita a zona rápida do pitlane, provocando leituras erradas dos sistemas eletrónicos de controlo de velocidade.

Foram cinco os pilotos penalizados com cinco segundos cada, entre eles o segundo classificado Lewis Hamilton e o candidato ao campeonato George Russell. Gasly, Oscar Piastri e Franco Colapinto completaram esta lista, com o francês da Alpine a receber ainda uma segunda penalização por ter excedido o limite de velocidade ao passar pela box atrás do carro de segurança, numa altura em que a prova estava neutralizada devido a um acidente de Lance Stroll na última curva.

Este episódio surge após terem sido registadas penalizações já nos treinos, onde quatro pilotos foram punidos por excederem a velocidade no pitlane por uma margem inferior a 0,5 km/h — entre eles Russell, Kimi Antonelli, Alex Albon e Fernando Alonso. Durante a corrida, Albon alertou que vários condutores estavam a ser penalizados por “cortarem a linha na zona da Cadillac”, um ponto situado no final do pitlane que este ano está mais aberto do que em edições anteriores, quando era delimitado por barreiras em ambos os lados.

Embora não seja proibido regulamentarmente cortar ligeiramente esta linha, o sistema de controlo de velocidade da FIA, baseado em sensores eletrónicos e transponders instalados nos carros, calcula a velocidade com base no tempo que o monolugar demora a percorrer a distância entre os sensores na zona rápida do pitlane. Ao encurtar esta distância, mesmo que marginalmente, os pilotos acabam por registar velocidades superiores ao limite de 60 km/h, sendo assim penalizados por margens muito ténues.

Fonte da FIA revelou que o tema foi discutido com as equipas ao longo do fim de semana e que alguns pilotos chegaram a ser avisados para terem atenção à posição dos seus carros na zona das boxes. No entanto, durante a corrida, as penalizações tiveram um impacto decisivo na luta pelos primeiros lugares, especialmente para Russell. O piloto da Mercedes, que seguia em quarto, não cumpriu corretamente a penalização durante uma paragem dupla da equipa sob o carro de segurança, recebendo então uma penalização de passagem pela box que o relegou para a 13.ª posição, depois de um reinício apertado.

Pierre Gasly foi outro dos grandes prejudicados. Apesar de ter terminado a corrida em terceiro no cronómetro, as duas penalizações somaram dez segundos ao seu tempo final, o que o deixou em sétimo lugar, longe do pódio que parecia garantido inicialmente.

Este episódio em Mónaco evidencia uma nova complexidade na gestão da velocidade no pitlane, onde as margens de erro são mínimas e as consequências, enormes. A FIA e as equipas terão, certamente, de analisar este fenómeno para evitar que futuras provas sejam decididas por detalhes tão técnicos e controvérsos.

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