GP de Mónaco: Hamilton brilha enquanto Leclerc dececiona

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O Grande Prémio de Mónaco trouxe à Ferrari um fim‑de‑semana marcado por emoções contraditórias, refletindo uma dualidade que a equipa de Maranello procura agora compreender e ultrapassar. De um lado, Lewis Hamilton voltou a demonstrar a forma impressionante que atravessa, conquistando um sólido segundo lugar; do outro, Charles Leclerc viu a sua prova terminar prematuramente devido a um acidente controverso logo após a relargada atrás do Safety Car, gerando frustração e muitas questões.

Jerome D’Ambrosio, vice‑team principal da Ferrari, analisou esta jornada complexa em declarações à Sky Sport F1, destacando a performance de Hamilton e a situação difícil vivida por Leclerc. Sobre o britânico, D’Ambrosio afirmou: «Lewis está a ganhar confiança com o carro e mostra-se cada vez mais confortável. Apesar do défice em relação à Mercedes, em particular ao monolugar de Antonelli, estamos a maximizar – e ele maximizou – tudo o que era possível nesta fase.»

Quanto ao incidente que colocou Leclerc fora da corrida, o responsável da Ferrari foi cauteloso, explicando: «Quando se toca no muro, as causas podem ser variadas. Hoje houve algo que não funcionou como devia.» D’Ambrosio reforçou ainda o compromisso da equipa com o piloto monegasco: «Nas próximas corridas, o nosso papel é apoiar o Charles a 100%. Vamos analisar detalhadamente o sucedido assim que regressarmos a casa, encontrar a melhor solução para avançar e seguir o caminho que considerarmos mais adequado.»

O olhar para o resto da temporada revela uma Ferrari pragmática e focada no presente. «Concentramo‑nos corrida a corrida, tentando tirar o máximo partido do que temos», disse o ex‑piloto belga. «O campeonato é longo, mas atualmente a Mercedes está um passo à frente, o que nos obriga a trabalhar intensamente. Não existe uma correlação completa entre as nossas expectativas e os resultados até agora.» D’Ambrosio sublinhou ainda a importância de manter os pés no chão: «É muito cedo, especialmente com as regras novas, e é preciso ver como os carros se comportam em circuitos diferentes. O mais importante, para mim, é chegar a Barcelona com uma abordagem muito analítica e fazer o melhor possível. Não devemos criar expectativas exageradas, pois isso pode levar a reações negativas durante o fim‑de‑semana. Temos de estar focados e o mais neutros possível para extrair o máximo do que temos.»

Esta análise revela uma Ferrari que, perante os altos e baixos evidenciados em Mónaco, aposta numa estratégia de realismo e apoio total ao seu piloto de maior destaque. A próxima etapa, em Barcelona, será um momento decisivo para testar a evolução do monolugar e a capacidade da equipa de recuperar terreno face à Mercedes, num campeonato que se prevê intenso e imprevisível.

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