O Grande Prémio de Mónaco ficou marcado por um episódio inédito e caótico: o asfalto na curva da Rascasse, conhecida como a curva da Noghes, começou a partir-se durante a prova, obrigando à interrupção imediata da corrida com a bandeira vermelha. O acontecimento, que gerou muita apreensão entre pilotos, equipas e espectadores, levou a direção de prova a agir rapidamente para garantir a segurança e a continuidade da prova.
O incidente teve início após um duplo acidente na zona da Noghes, primeiro com Lance Stroll e logo a seguir com Charles Leclerc, facto que levou o diretor de corrida, Rui Marques, a deslocar-se imediatamente ao local para avaliar as condições da pista. A principal preocupação prendia-se não só com as barreiras de proteção da curva 19, mas sobretudo com o estado do próprio asfalto, que se encontrava danificado e fragmentado, colocando em risco a integridade dos monolugares e dos pilotos.
Perante esta situação, foi decretada a bandeira vermelha para permitir aos operacionais da FIA efectuar reparações provisórias ao asfalto, garantindo que a prova pudesse retomar com condições mínimas de segurança. Após trabalhos intensos, a corrida foi retomada às 17h12, com uma nova largada a partir da grelha, numa decisão que trouxe um novo alento à prova e às estratégias das equipas.
A direção de corrida confirmou que a relargada teria Kimi Antonelli na primeira posição, seguido por Lewis Hamilton, Isack Hadjar, George Russell, Pierre Gasly, Oscar Piastri, Liam Lawson, Arvid Lindblad, Alex Albon e Carlos Sainz. No entanto, esta ordem não seria definitiva: George Russell enfrentaria uma penalização de drive through, o que o afastaria da luta por pontos, enquanto Hamilton e Hadjar estavam sob investigação por possíveis infrações cometidas durante o período de Safety Car.
Este episódio inesperado no traçado monegasco pode alterar profundamente o resultado final da prova, abrindo caminho para surpresas no pódio. Pierre Gasly e Oscar Piastri surgem como candidatos reais a posições de destaque, com a possibilidade de ambos alcançarem lugares no top três, uma reviravolta que ninguém antecipava antes deste momento crítico.
O Grande Prémio de Mónaco volta a provar a sua imprevisibilidade ímpar, não só pelo traçado exigente e pela tradição da prova, mas também pela forma como a própria pista pode influenciar o desenrolar da corrida. A decisão da direção de prova e a resposta rápida das equipas garantiram que a segurança prevalecesse e que o espectáculo pudesse continuar, deixando agora os fãs à espera de um desfecho surpreendente nesta jornada no coração do principado.
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