O Grande Prémio do Mónaco mal tinha começado e a temporada de 2026 de Max Verstappen sofreu mais um duro golpe. O tricampeão do mundo, que arrancava do fundo da grelha após uma preparação caótica para o dia da corrida, sofreu uma falha de motor logo no arranque — o seu Red Bull ficou imobilizado antes mesmo de o pelotão chegar à primeira curva de uma das corridas mais icónicas da Fórmula 1. A sua reação via rádio captou toda a frustração de um piloto que viu o seu Grande Prémio do Mónaco desmoronar-se em tempo real.
“Sim, fantástico, completamente lixado, rapazes. Mas que raio, pá?!”
As palavras de um campeão transformado em espectador antes mesmo de completar uma única volta de corrida.
No vazio deixado pelo infortúnio de Verstappen, Kimi Antonelli conduziu com a calma e a autoridade que têm marcado a sua extraordinária temporada de 2026. O jovem piloto da Mercedes liderava o Grande Prémio do Mónaco após sete voltas, registando a melhor volta em 1m16,049s e construindo uma vantagem de 4,993 segundos sobre Lewis Hamilton, segundo classificado — uma margem impressionante numa pista onde ultrapassar é praticamente impossível e a posição em pista é determinante.
Hamilton, ao volante da Ferrari, ocupava confortavelmente o segundo lugar, à frente de Charles Leclerc, terceiro classificado, oferecendo ao público monegasco pelo menos um dos seus heróis para apoiar enquanto a corrida se desenrolava pelas ruas do Principado.
Isack Hadjar ocupava a quarta posição pela Red Bull, a 11,096 segundos da liderança, enquanto George Russell era quinto no segundo Mercedes, a 12,896 segundos. Oscar Piastri seguia em sexto pela McLaren, a 19,066 segundos, à frente de Pierre Gasly, sétimo. Lando Norris era oitavo, Liam Lawson nono e Alex Albon completava o top dez pela Williams.
Carlos Sainz, Nico Hülkenberg, Franco Colapinto, Alexander Lindblad, Esteban Ocon e Sergio Pérez completavam os pilotos classificados até ao 16.º lugar.
Fernando Alonso e Lance Stroll rodavam ambos com uma volta de atraso após paragens precoces nas boxes, juntamente com Valtteri Bottas, Gabriel Bortoleto e Oliver Bearman, todos eles já significativamente afastados do ritmo dos líderes.
Verstappen figurava no final da classificação como desistente, com a sua corrida terminada antes de realmente começar. A sua mensagem via rádio já se transformava numa das frases mais marcantes deste domingo no Mónaco, numa corrida que acabaria por pertencer a todos menos ao homem que procurava pontos importantes e uma recuperação na luta pelo campeonato.
Entretanto, os comissários também tiveram trabalho logo nos instantes iniciais da prova. O carro número 11 — Hadjar — encontra-se sob investigação por falsa partida e posicionamento incorreto na grelha, incidente registado às 15h03m08s e que será analisado após a corrida. O carro número 63 — Russell — também foi assinalado por uma possível infração de falsa partida às 15h03m11s, embora uma revisão posterior dos comissários tenha concluído que não seriam necessárias mais diligências.
A Direção de Corrida confirmou igualmente que as ultrapassagens voltaram a ser permitidas às 14h06m20s, após um período anterior de bandeiras amarelas duplas no Setor 19, provocado por um incidente ocorrido nos momentos iniciais da corrida.
Antonelli lidera. Hamilton persegue. Leclerc luta perante o seu público. E Verstappen observa de longe, algures no Mónaco, enquanto o sonho morre logo na primeira curva.
As ruas de Monte Carlo já ofereceram o seu primeiro grande capítulo. E este já é inesquecível.
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