Fernando Alonso expressou abertamente a sua frustração com a atual situação da Aston Martin na Fórmula 1, destacando vários problemas “fundamentais” que afetam o AMR26. A equipa tem sofrido com falta de fiabilidade e desempenho nas primeiras provas da temporada, e apesar das esperanças depositadas na especificidade do circuito de Mónaco, o monolugar voltou a ficar preso na cauda da tabela de tempos.
Nas sessões de treinos livres de sexta-feira, Alonso conseguiu apenas o 20.º lugar, caindo para o 21.º na qualificação de sábado, ainda assim batendo Lance Stroll por 0,712 segundos. Na quinta-feira, o piloto espanhol afirmou que a equipa “não podia correr” em Mónaco devido a problemas na caixa de velocidades, que têm sido uma dor de cabeça constante.
Em declarações à imprensa, incluindo à RacingNews365, Alonso detalhou as dificuldades do carro e explicou por que as habituais alterações de afinação não resolvem a questão: “Não houve grande diferença em relação a sexta-feira; mudámos muito o set-up, mas o problema não está no set-up. Existem problemas mais fundamentais no carro do que simplesmente alterar a altura ao solo ou a barra estabilizadora dianteira ou traseira.”
O bicampeão mundial revelou que a equipa tinha algumas expectativas para Mónaco, dada a singularidade do circuito, mas rapidamente se deparou com a dura realidade: “Tínhamos esperanças aqui em Mónaco porque é um circuito diferente, mas no FP1 vimos que também aqui somos lentos. É bastante repetitivo e, na verdade, irritante que todos os fins de semana digamos que até ao verão não teremos atualizações para o carro e continuamos na cauda da grelha. No entanto, queremos tentar ser o mais rápidos possível em cada prova.”
Alonso fez questão de sublinhar o seu esforço pessoal para extrair o máximo do monolugar: “Tento fazer voltas boas, o que consegui em Mónaco com o carro que tenho. Só há um carro igual e tentamos puxar-nos uns aos outros, mas não há mais competição do que essa.”
Além das dificuldades gerais, o espanhol destacou problemas específicos na transmissão e na dinâmica do monolugar: “As reduções são muito difíceis, as mudanças para cima também. Perdemos a sincronização de mudanças quando estamos lentos numa curva, e falta-nos aderência dianteira. O eixo dianteiro não está a funcionar bem aqui.”
Alonso reforçou a importância da resposta do carro em Mónaco: “O carro não agarra, e em Mónaco, se não tiveres uma frente forte, não consegues conduzir com precisão e estar perto dos muros. Portanto, não temos confiança suficiente no carro.”
Este cenário revela um momento complexo para a Aston Martin, que precisa urgentemente de resolver estas lacunas técnicas para evitar que a temporada se transforme numa luta constante na parte final da grelha. Fernando Alonso continua determinado a extrair o máximo, mas a verdade é que o AMR26 ainda está longe de ser competitivo.
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