Charles Leclerc sofreu uma desilusão monumental ao abandonar o Grande Prémio de Mónaco na volta 65, quando se despistou no último setor do circuito citadino de Monte Carlo, provocando a segunda entrada do carro de segurança na prova.
O piloto monegasco, que corria em casa e estava numa posição sólida para conquistar o seu terceiro pódio da temporada, perdeu o controlo do seu Ferrari na última curva, ao tentar ganhar velocidade para a reta final após a relargada, que ocorreu na sequência do despiste de Lance Stroll na volta 60. O embate contra as barreiras foi violento e acabou com as aspirações de Leclerc na corrida.
Visivelmente frustrado, Leclerc expressou a sua raiva pelo rádio da equipa: “Nem vou assumir a culpa! Estes travões de m****!”, questionando a fiabilidade dos travões do seu carro. No entanto, não foi confirmado que o problema tenha sido efectivamente causado pelos travões, estando a superfície do asfalto daquele ponto do circuito a ser alvo de intensa análise.
O antigo piloto Martin Brundle, durante a transmissão da Sky Sports F1, comentou a situação com preocupação: “Pobre Charles! Está furioso consigo próprio. Isto coloca Hadjar no pódio. É quase uma cópia do acidente do Stroll. Há claramente algo a acontecer naquela parte do traçado. Ele não pode culpar-se demasiado por isto.”
À altura do acidente de Leclerc, o líder da prova era Kimi Räikkönen, da Mercedes, seguido pelo seu colega de equipa Lewis Hamilton, com Leclerc na luta pela terceira posição. Após a remoção do Ferrari do monegasco, a corrida foi suspensa com bandeira vermelha para que a FIA pudesse inspecionar o estado do asfalto na Curva 19.
Este abandono faz de Leclerc o sexto piloto a desistir ou a sofrer um acidente no Grande Prémio de Mónaco, juntando-se a nomes como Max Verstappen, Valtteri Bottas, Oliver Bearman, Lando Norris e Lance Stroll, numa prova marcada por incidentes e dificuldades técnicas que estão a comprometer o espectáculo.
A queda de Leclerc em casa é um duro revés para o piloto e para a Ferrari, que esperavam um resultado melhor num circuito onde o monegasco costuma brilhar. O foco agora volta-se para a análise da superfície do traçado e para as consequências que esta situação poderá ter nas próximas provas do calendário.
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